Volume de carros de som irrita população de Camaçari

A propaganda eleitoral nas ruas está autorizada desde o último dia 6 de julho, mas a população de Camaçari parece nem precisar ser informada sobre seus candidatos por rádio, internet, jornal ou TV: “aqui é um [carro de som] atrás do outro, não tem sossego, é essa zoeira o dia todo”, reclama o comerciante João Souza, que prepara milho assado no ponto de ônibus na Rua Costa Pinto, região central.

Há 23 anos trabalhando no local, João se revolta com o alto volume dos veículos de propaganda. “Eles ficam martelando na nossa cabeça o dia inteiro pra gente votar neles”, relata, acrescentando que o ruído atrapalha no atendimento de seus clientes.

O comerciante Rinaldo Batista da Silva também revela como a rotina do chaveiro é afetada pelo barulho dos candidatos locais. “Empresas me ligam e tenho que pedir para esperar. O cliente me pede uma chave e muitas vezes eu não consigo nem entender”, exemplifica. “É desnecessário, barulho deixa a gente irritado, chateado. O povo assimilaria melhor se fosse mais baixo, de forma mais educada”, pondera o comerciante, que está há 25 anos no centro.

O trânsito é outro afetado. Congestionamento e poluição sonora são as principais queixas do mototaxista Agnaldo Souza. “Na sinaleira, eles podiam baixar o volume, mas não. Fica aquela zoeira no ouvido da gente”, irrita-se. O profissional também acusa os carros de som de circularem em velocidade baixa, nas faixas centrais, provocando trânsito lento.

De acordo com disposição do Tribunal Superior Eleitoral sobre a campanha eleitoral 2014, não será tolerada propaganda que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos.

Por Luana Almeida