Bradesco Saúde negocia para retomar atendimento

O impasse entre médicos e o Bradesco Saúde pode chegar ao fim. Na tarde de ontem (5), após 40 dias em greve, o Bradesco Saúde, pela primeira vez, procurou o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-Ba), através do diretor do Bradesco Saúde do Rio de Janeiro, Raimundo Albergaria, e da Superintendente de Rede do Bradesco Bahia, Sergipe e Alagoas, Mariléia Souza, para uma sinalizar uma possível negociação.

“Pela primeira vez o Bradesco está admitindo que pode negociar. Ainda não há data para reunião, e não tem nada definido. Mas já é algo positivo”, disse o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães.

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Pouco mais de um mês da paralisação dos médicos no atendimento aos assegurados do Bradesco Saúde, o Sindimed entrou com uma ação civil pública contra a seguradora, cobrando recomposição de reajustes ao longo de 10 anos. Na avaliação da categoria, o plano fez novas adaptações no valor das mensalidades autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A audiência está marcada para o próximo dia 18.

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba) também moveu ação pública contra a seguradora, por conta dos danos causados ao consumidor. O Ministério Público do Estado da Bahia (MPE-BA) participou da ação contra o plano de saúde.

Sem acordo

A primeira reunião entre médicos e representantes do Bradesco Saúde foi realizada no dia 16 de julho,  na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), e terminou sem apresentação de propostas. Os médicos não atendem aos assegurados do plano de saúde desde 25 de junho, por falta de reajuste nos valores pagos por consulta. Somente casos de emergência estão sendo atendidos.

Outras operadoras, como Sul América e Unimed, fecharam acordos este ano com os médicos, reajustando suas tabelas.

Entre as exigências dessa ação, o plano teria que pagar indenização de R$ 6 milhões por danos à sociedade. A ação foi motivada pela decisão dos médicos de paralisar, em 25 de junho, os atendimentos pelo plano, por falta de reajuste no pagamento aos profissionais de saúde e “pela falta de interesse dos representantes da empresa em firmar um acordo com os médicos”.

Fonte: Tribuna da Bahia.