Salvador pode herdar piscina olímpica dos Jogos do Rio 2016

Fruto de um projeto do Governo Federal de descentralizar a estrutura do esporte no Brasil, Salvador  deve ganhar uma pista de atletismo com certificação de qualidade no campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Ondina, em 2015, além de um piscina olímpica até 2017. Esta, ao que tudo indica, deve ser a mesma que será usada nos Jogos do Rio em 2016.

Multicolorida, a identidade visual dos Jogos tem o Rio como inspiração.
Multicolorida, a identidade visual dos Jogos tem o Rio como inspiração.

A ideia vem do próprio ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que foi alertado para a carência de estrutura olímpica na Bahia a partir de uma entrevista com A TARDE no fim de 2012. Na ocasião, ele se mostrou surpreso com o problema e garantiu um “esforço máximo pessoal para resolver a questão”.

Quem salientou que a preocupação do ministro com a estrutura baiana – na realidade, com a falta dela – cresceu a partir da citada entrevista foi Ricardo Leyser, secretário Nacional de Esporte de Alto Rendimento, secretaria vinculada ao Ministério do Esporte.

Na terça-feira, 5, em conversa com A TARDE na sede do Comitê Organizador da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, Leyser também confirmou a ideia de se trazer a piscina das Olimpíadas da capital fluminense Janeiro para Salvador após os Jogos.

No Rio de Janeiro, está sendo construído o Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Dentro dele, há o Parque Aquático, cuja estrutura temporária será a sede das competições de natação.

A estrutura conta com uma capacidade de arquibancada para 18 mil pessoas, uma piscina de aquecimento e uma olímpica, onde serão disputadas as provas. E é esta piscina, cujo valor está entre R$ 8 e 9 milhões, que deve vir para Salvador após os Jogos.

Tudo só depende da viabilidade financeira, que já está sendo estudada no Ministério do Esporte. É o que informa Ricardo Leyser. O secretário também garante: seja qual for o resultado do estudo, a capital baiana não vai ficar sem piscina olímpica.

“A possibilidade de se transportar a estrutura do Rio para Salvador é séria e foi ideia do próprio ministro Aldo Rebelo. Mas, caso esta ideia não seja viável, uma piscina será construída na cidade”, afirmou.

Pista de atletismo

Quanto à pista de atletismo, ela será consequência direta da Rede Nacional de Treinamento, o projeto do Ministério do Esporte para descentralizar a estrutura no Brasil. A ideia é que cada uma das 27 capitais no país tenha, ao menos, uma pista de atletismo com certificação de qualidade, uma piscina olímpica e um ginásio de esportes.

Ricardo Layser afirmou que ainda não há recursos para o ginásio em Salvador, mas o projeto da pista de atletismo já está em andamento.

“As conversas com a UFBA estão bem adiantadas. Até o fim deste ano, vamos formalizar o convênio”, disse.

O fato de a UFBA ser uma instituição federal tende a agilizar o recebimento dos recursos do governo para a construção da pista, que deve ser orçada entre R$ 6 e 9 milhões.

“A construção será rápida, em no máximo seis meses. A perspectiva é que devemos começá-la em maio e terminar até dezembro de 2015. Tivemos uma boa experiência em Natal, onde tudo ocorreu  muito rápido”, declarou Leyser.

 

Fonte: A Tarde