Avenida Paralela pode ganhar hospital

As verbas já estão garantidas. Serão R$ 280 milhões, unindo contrapartida estadual e verba liberada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O montante dará luz ao Hospital Metropolitano, unidade que será construída em Salvador, provavelmente na Avenida Paralela, adotando moldes diferenciados dos oferecidos na capital baiana.

 
Com o objetivo de atender as demandas de Salvador e outros 13 municípios da Região Metropolitana, a unidade terá atendimento desde a saúde básica da família, até o de média complexidade, oferecendo ainda centro de prevenção de doenças e acomodação de pacientes de longa duração, responsáveis pela superlotação de hospitais de urgência e emergência.

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O projeto ainda é embrionário, não há data para inauguração, mas a unidade irá fazer grande diferença na vida dos cidadãos baianos, como enfatiza o secretário Estadual de Sáude, Washington Couto. “É um investimento com resultados em longo prazo, a parte mais importante, a verba, já está garantida. Agora é dar início aos projetos de análise de viabilidade de local, mobilidade urbana, entre outros detalhes fundamentais que devem ser observados com cautela”, afirmou. Segundo ele, em até três meses, os projetos mais básicos da construção da unidade hospitalar devem ser iniciados.

 
Diferente dos demais hospitais estaduais de Salvador, o Metropolitano não vai oferecer serviço de urgência e emergência. “Será uma unidade de retaguarda, que dará suporte aos grandes hospitais de emergência de Salvador, como o Roberto Santos e o HGE.

 
A nova unidade terá mais de 200 leitos para acomodar pessoas de longa permanência, que atualmente lotam as unidades emergenciais”, continua Couto.

 
Com a oferta de espaço diferenciado para atender pacientes em constante observação, mas que não demandam necessariamente o atendimento de urgência, a prática de reserva de leitos, como ocorre atualmente por conta da superlotação, deve ser abandonada ou, pelo menos, reduzida. Ainda se acordo com o gestor da Sesab, reuniões com todas as prefeituras beneficiadas com a instalação da unidade definiram os moldes de atendimento a ser oferecido.

 
O projeto inicial também prevê atendimentos ambulatoriais, oferta de especialidades médicas, além de um centro de prevenção de doenças, possibilitando o paciente fazer todo o tratamento no mesmo local, desde a identificação do problema, passando pela realização dos exames, até a iniciação da terapia clínica. Após um ano de negociação com representantes do BID, a verba foi confirmada e aprovada pelo senado. R$ 200 milhões serão disponibilizados pelo Banco Interamericano e, R$ 80 milhões ficarão a cargo do governo estadual.

 
Fonte: Tribuna da Bahia.