Caixa-preta não gravou conversa do voo que matou Campos

A Cenipa (Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informou que a caixa-preta do jatinho que caiu em Santos, no litoral de São Paulo, não gravou a conversa entre os pilotos na quarta-feira (13). Segundo a nota, “as duas horas de áudio, capacidade máxima de gravação do equipamento, obtidas e validadas pelos técnicos certificados, não correspondem ao voo realizado no dia 13 de agosto”. Quatro técnicos analisaram os dados.

A Cenipa informou ainda que “não é possível, até o momento, determinar a data dos diálogos registrados no CVR, tendo em vista que esse tipo de equipamento não registra essa informação. As razões pelas quais o áudio obtido não corresponde ao voo serão apuradas durante o processo de investigação. É importante ressaltar que os dados obtidos no gravador de voz representam apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação, não sendo imprescindíveis para a identificação dos possíveis fatores contribuintes”.

O acidente ocorreu quando o avião refazia os procedimentos para pouso, após arremeter na primeira tentativa, por mau tempo.

Investigações devem responsabilizar piloto pelo acidente que matou Eduardo Campos

Além do candidato à Presidência da República Eduardo Campos, morreram no acidente Pedro Valadares, assessor direto; Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

A perícia encontrou mais restos mortais nesta sexta-feira no local do acidente com o jatinho. As buscas haviam sido retomadas mais cedo. Segundo o capitão Marcos Palumbo, porta-voz da corporação, além dos restos mortais, foram ainda localizadas pequenas peças da aeronave.

Os achados estão sendo encaminhados para análise dos peritos do Instituto de Criminalística e do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Fonte: R7