Alagamentos e insegurança preocupam os comerciantes da CEASA

Um problema que persiste há anos. Fundada em 1973, a CEASA (Central de Abastecimento da Bahia), localizada em Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS), é mais uma vez, alvo de críticas dos comerciantes que trabalham no local. Estrutura deficiente de alguns galpões, acúmulo de ratos, iluminação precária, além da sujeira, são as principais reclamações feitas pelos funcionários e frequentadores da Central. Aparentemente os problemas não são visíveis.

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Quem chega ao local em plena luz do dia não percebe as deficiências do estabelecimento, maior centro de abastecimento agroalimentar do estado. Porém, basta conversar com os feirantes e circular por dentro dos galpões, é possível perceber falhas na estrutura, que gera alagamentos, acúmulo de bichos como pombos e ratos e lâmpadas queimadas. A cobertura dos galpões é um dos pontos mais criticados. Telhados com estruturas defasadas, goteiras e fios soltos implicam diretamente na segurança e conforto de quem trabalha diariamente.

A comerciante Glória Santos, trabalha há 10 anos na Ceasa e mostra muita preocupação com a segurança da região. “A gente chega aqui 4h, as vezes 3h da madrugada, descemos na pista com medo de ser assaltada, porque é tudo escuro. A iluminação é péssima, umas lâmpadas funcionam, outras não”, afirmou. Wagner Silva, comerciante há mais de 9 anos, também se queixa da mesma situação. “4h da manhã você chega aqui e não enxerga um metro em sua frente, um breu. A gente que colocou refletores em alguns pontos, e os faróis dos carros que ajudam, mas se depender dessa iluminação precária daqui, seria complicado”, pontuou.

Anderson Cleidson, comerciante do local há 12 anos, diz que o problema principal é o acúmulo de ratos que se alojam. “Ratos tem de monte. E outra questão é a energia que a gente mesmo tem que colocar”, afirmou. Alguns refletores foram vistos nos galpões da CEASA, porém, segundo os funcionários, foram adquiridos com recurso do próprio bolso. “Os comerciantes que se organizam para fazer as melhorias daqui. Não tem uma estrutura bacana e temos que gastar com lâmpadas, material para tapar os buracos, além de pagar caro no aluguel do box e condomínio”, disse o feirante Val Silva, que trabalha na CEASA desde 1998. Ele conta que gasta por mês cerca de R$800, incluindo condomínio e aluguel, mas explica que tem boxes que são mais caros.

Para o comerciante Roberto Bahia, que já tem 15 anos de serviços na feira, os dias mais complicados são dias de chuva. “Quando chove é um caos, com essas goteiras nos telhados, molha tudo, vários boxes ficam alagados. A cobertura de todos os galpões é precária, cheias de buracos”, afirma.  Ele diz, no entanto, que a segurança melhorou bastante e o asfalto foi consertado, mas as outras demandas deixam a desejar.

A CEASA vende frutas e legumes para os principais pontos de vendas da capital e de municípios baianos. Em 2012, a situação era a mesma, após denúncia da Tribuna da Bahia, representantes da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa, compareceram no local para verificar o estado do espaço. A Empresa Baiana de Alimentos (EBAL), responsável pela CEASA, não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Tribuna da Bahia