Bahia faz cerco a navios para tentar barrar o vírus Ebola

A Bahia não está imune ao vírus da ebola, pelo menos é o que o afirma coordenador estadual de Emergências em Saúde Pública da Secretária de Saúde do Estado da Bahia (sesab), o médico Juarez Dias.

“É impossível dizer que estamos imunes. Existe sim o risco. Vivemos em um mundo globalizado. Além do mais, a Bahia tem uma linha marítima de ligação direta com a África, onde cerca de três navios que chegam mensalmente, trazendo minérios e cacau,” conta Dias.

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Pensando nesse risco, o Ministério Público baiano realizou nessa sexta-feira (22/8) um debate sobre o vírus, que segundo a Organização Mundial da Saúde, já matou mais de 1.350 pessoas. De acordo com Dias, a discussão da doença é de extrema importância.

“O ebola é um vírus que foi identificado em 1976 e até hoje não foi descoberta uma cura, se quer um tratamento foi produzido. É importante que se fale, que se debata, pra vê se a industria farmacêutica cria um interesse em produzir medicamentos para essa doença tão assustadora,” afirma o médico.

Mesmo sem registro da chegada da doença no estado, a Sesab já está se preparando para um possível contagio. A estratégia da secretária é barrar a entrada do ebola através dos portos de Salvador e Ilhéus e os aeroportos de Salvador e Porto Seguro.

Como após o contágio, a doença, é letal de 60% a 90% dos casos, e leva de dois a 20 dias para se manifestar, os profissionais da área da vigilância epidemiológica da Bahia já estão passando por um treinamento para ajudar a evitar a entrada do vírus.

“É uma doença desconhecida, que ainda não tem tratamento específico. Você não tem medidas de prevenção como uma vacina. Então temos que estar preparados pelo menos para dar o mínimo necessário a este paciente, para que ele não venha a óbito e não contamine outras pessoas”, diz Juarez Dias.

Entre os procedimentos estão os de que os navios que vêm da Nigéria, Libéria, Serra Leoa e outros países africanos precisarão aguardar no mar, sem poder aportar em Salvador, Aratu e Ilhéus até que haja uma ação da Vigilância Sanitária.

Fonte; Tribuna da Bahia