Com 242 mil habitantes, Camaçari conta com 151 mil eleitores aptos para votar neste pleito

Definir o voto para a próxima eleição não será tarefa fácil. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, nada menos que 11 políticos disputam o cargo de presidente; seis concorrem ao posto de governador (da Bahia); seis se candidataram para assumir a cadeira de senador; as vagas para deputado federal são desejadas por 368 candidatos; e outros 639 aspiram alcançar o posto de deputado estadual.
As formas válidas de propaganda eleitoral são diversas, entre elas: comícios, panfletos, cavaletes, pinturas em muros de áreas privadas, inserções no rádio, televisão e mídias impressas. Em Camaçari, como já anunciou uma matéria do site Nossa Metrópole, os carros de som têm sido os principais protagonistas na divulgação dos nomes dos candidatos, seguido pelas pinturas nos muros.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) informa que 151.936 eleitores estão aptos para votar em Camaçari – para uma população de 242.970 habitantes (dados do IBGE). O aposentado Elias Mascarenhas, por exemplo, já está decidido a votar nulo pela primeira vez. “Político é a pior coisa que existe no Brasil, olha os casos de roubos e escândalos. Eles apresentam a mesma proposta, todas às vezes e depois descobrimos envolvimento em fraudes. De 100 tira 1”, revolta-se o aposentado de 61 anos.
Claro que ainda existem eleitores otimistas e que fazem questão de votar, como a vendedora Edna Silva. Para ela, só falta à decisão para senador. “Vou votar com base nos trabalhos já realizados pelos candidatos, o que vejo no cotidiano da cidade, e meu interesse está ligado em redução da violência contra as mulheres e profissionalização de jovens”, aponta a profissional de 25 anos. O resultado parcial (até 1º de agosto) da enquete promovida pelo site da Nossa Metrópole indica que muitos eleitores ainda não tem candidato definido para as eleições que acontecem em outubro para os cargos de presidente, governador, senador, deputados estadual e federal.
O levantamento mostra que apenas 33% dos participantes têm candidatos definidos; 27% ainda estão avaliando; 18% não sabem em quem vão votar; 15% não vão votar; e 6% não pensaram no assunto ainda. Ou seja, nada menos que 51% dos avaliados ainda estão à procura de um candidato.
O resultado é preliminar, mas entrevistas feitas pela Nossa Metrópole nas ruas de Camaçari confirma que uma parcela expressiva do eleitorado não sabe em quem votar ou pretende anular o voto como forma de protesto à ausência de um candidato em que confie ou represente seus anseios e desejos.

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Maria do Carmo, 56 anos, dona de casa
“Só tenho certo deputado estadual. Os demais, vou checar os que trabalham pela cidade, o que é melhor para Camaçari. Vou avaliar prós e contras, ver as propostas que estão colocando. Vou ver o que fez, lembrar do histórico deles e colher informações por meio de conversas com pessoas que confio”.

Jessé do Amor Sales, 44 anos, operador de guindaste
“Já tenho meus candidatos, porque vou manter a legenda em que votei na última eleição. Se muda o partido, fica difícil aprovar projetos. Propostas que me atraem em meus escolhidos estão ligadas as novas empresas que não param de chegar em Camaçari, aumentando as vagas de empregos. Meu interesse é focado nas áreas de educação e emprego”.

Arlene Rocha, 26 anos, comerciante
“Não sei quem são [os candidatos]. Sempre quando voto, minha família se reúne com um parente que entende de política e ele nos orienta. Voto por indicação familiar. Ou escolho candidatos do meu bairro ou aquele cuja família já tenha tradição na política no Estado”.

Marcos Amaral, 52 anos, vendedor de consórcio
”Não vou me informar e nem votar em nenhum, pela primeira vez meu voto será nulo. Não vai ter melhora. Política no Brasil só tem interesse financeiro”.

Carolina Silva, 35 anos, empresária de marketing de rede
“Já tenho tudo definido. Busco informação sobre candidatos na palavra do Senhor. Nas urnas, voto nulo, porque meu eleito é Jesus, coloco nas mãos dele, é candidato ideal que com certeza vai acabar com a fome, a doença e o sofrimento. Porque entra governo e sai governo nada muda. Pessoas ficam desapontadas e eu não sofro”.

Ariane Belarmino Ferreira, 29 anos, vendedora
“Não tenho interesse, vou votar em branco. Não resolve nada, não vejo mudar, só piora”.

Por Luana Almeida