Volkswagen colocará 4,5 mil funcionários de férias coletivas em Taubaté

A Volkswagen anunciou nesta segunda-feira, 25, o início de um período de férias coletivas para 4,5 mil funcionários da fábrica de Taubaté, onde são montados os veículos Up!, Gol e Voyage. A alegação da empresa é que houve redução nas vendas e o volume de veículos em estoque está muito grande.

Fábrica da Volkswagen em Taubaté coloca 4,5 mil empregados em férias coletivas por 10 dias. Foto: Reprodução
Fábrica da Volkswagen em Taubaté coloca 4,5 mil empregados em férias coletivas por 10 dias. Foto: Reprodução

As férias terão duração inicial de 10 dias, mas poderão ser prorrogadas por mais 10 ou 20 dias, dependendo de como o mercado de veículos novos se comportar. A fábrica confirmou que as férias são exclusivamente para funcionários da área de produção e que os trabalhadores administrativos trabalharão normalmente.

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A decisão da Volkswagen é a segunda medida de redução de pessoal tomada nos últimos 90 dias. No mês de maio, a empresa demitiu 96 funcionários temporários da fábrica de Taubaté. Para justificar a decisão, a diretoria emitiu nota afirmando que “a medida tem como objetivo a adequação dos volumes de produção à demanda do mercado”.

General Motors e Ford

Desde março do ano passado, a General Motors vem reduzindo o número de empregados nas fábricas de São José dos Campos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores, em um ano foram fechados mais de 1.200 postos de trabalho no complexo industrial da empresa na cidade, gerando grande apreensão.

Entre o final de julho e o início de agosto, a GM confirmou sua disposição de fazer um lay off, operação na qual o empregado mantém o vínculo empregatício e recebe o salário, mas fica em casa. Em comunicado oficial, a empresa prometeu dar detalhes da operação nesta semana e disse que caso os trabalhadores não aceitem a proposta, haverá demissões.

A Ford também está estudando a adoção do seu sistema de lay off, sem contudo informar a quantidade de funcionários que seriam incluídos. A decisão também será tomada no final de agosto ou início de setembro. Dirigentes das fábricas admitem que as decisões são uma forma de esperar a melhora do mercado de veículos novos e acreditam que isto acontecerá em mais dois ou três meses.

Fonte: Hoje São Paulo