JAC vai reiniciar construção de fábrica em Camaçari em novembro

O presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib, disse na quinta-feira (4) que as obras de construção da fábrica em Camaçari serão retomadas em novembro. Segundo ele, o financiamento de R$ 120 milhões aprovado pelo Conselho do Fundo de Desenvolvimento Econômico (Fundeses) era a última barreira para a retomada das obras.

Carro foi enterrado como pedra fundamental mensagens de consumidores para serem lidas em 20 anos (Foto: Manu Dias/Secom BA)
Carro foi enterrado como pedra fundamental mensagens de consumidores para serem lidas em 20 anos
(Foto: Manu Dias/Secom BA)

A expectativa é que o projeto, cujo investimento total é de R$ 1 bilhão, permita a geração de 3,5 mil postos de trabalho diretos e outros 10 mil indiretos. Pelo novo cronograma, o treinamento dos trabalhadores será iniciado em meados do próximo ano e a inauguração da fábrica está prevista para o primeiro trimestre de 2016.

O empresário atribuiu o atraso à mudança no controle acionário da empresa no Brasil, que passou a ter os chineses como proprietários de 66% e os brasileiros de 34%. De acordo com o presidente da JAC, o projeto do carro que será produzido em Camaçari já está concluído.

“É um hacth, que terá duas motorizações, 1.5 e 1.0, com três cilindros e 12 válvulas”, adiantou. Com a fábrica, Habib espera recuperar o espaço que a JAC perdeu no mercado brasileiro recentemente, como aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros estrangeiros.

“Nós estamos hoje vendendo entre 700 e 800 carros por mês, o que dá 10 mil carros por ano. Vamos continuar com esse volume até começar a fábrica. Como início da operação, voltaremos aos 50 mil carros por ano”, disse, lembrando que o mercado brasileiro registra uma queda de 9,75%.

Pelas regras do empréstimo aprovado ontem, a montadora terá até 12 anos para pagar o financiamento, comaté dois anos de carência, a uma taxa de juros anual de 3%. Os recursos serão repassados pela Agência de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Desenbahia).

Metade dos recursos vai sair dos cofres estaduais e a outra parte do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social.

 

Fonte: Correio 24 Horas