Crise no Espanhol faz com que pacientes busquem o Português

O movimento intenso de pacientes no Hospital Português, por conta da suspensão do atendimento no Hospital Espanhol, gerou um congestionamento na avenida Princesa Isabel, na Barra, na manhã desta quarta-feira, 10. A informação é da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador).

A reportagem do Portal A TARDE entrou em contato com a assessoria de comunicação do Português e o setor não soube estimar o aumento no atendimento de pacientes oriundos do Espannhol, mas informou que nos últimos seis meses, quando a situação financeira do Espanhol piorou, a unidade hospitalar registrou um movimento mais intenso.

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O Português é o hospital mais próximo do Espanhol, concentrando atendimento dos moradores da Barra, Graça e  bairros vizinhos.
Crise financeira

Nesta quarta, a direção do Hospital Espanhol se reunirá com membros do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para tentar solucionar, a curto prazo, a crise financeira que a unidade enfrenta há mais de um ano.

Uma reunião com os secretários de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves (municipal), e Washington Luís Couto (estadual), representantes da unidade hospitalar e promotores de Saúde e de defesa do consumidor está marcada para as 14h, na sede do MP-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Portas fechadas

Nesta terça, 9, o diretor do corpo clínico da unidade, o médico Djean Sampaio, informou que o Espanhol fecherá as portas.  “A cidade vai perder mais um hospital, são 270 leitos, sendo 60 de UTI adulta e 12 UTI Neo-Natal”, disse.

O presidente do hospital, Demétrio Garcia, por sua vez, informou por meio de nota que a unidade passava por uma reestrutração financeira que foi interrompida. Ele enfatizou que é do total interesse do Espanhol a continuidade das suas atividades.

“Por fim, cabe ressaltar que, apesar de Hospital Espanhol ter atendido a todas as condicionantes, os então gestores não atenderam às premissas pactuadas com a CEF, especialmente as referentes à redução de despesas e ao incremento do faturamento, fazendo com que a contratação da terceira e última parcela, essencial para a sobrevivência do Hospital, não se efetivasse até a presente data”, disse, em nota.

Fonte: A Tarde