Novo presidente da República deverá tomar decisões importantes para o futuro do Polo

O Polo Industrial de Camaçari sofrerá, futuramente, um impacto direto com as novas decisões que deverão ser tomadas pelo próximo presidente da República. No primeiro semestre, o novo chefe do executivo federal deverá tomar, pelo menos, duas decisões que serão determinantes nos custos da indústria baiana, em relação à matéria-prima e à energia elétrica. Deverá se atentar também para o setor produtivo baiano, que sofre o impacto do conjunto de problemas em infraestrutura, tributação e burocracia, o chamado Custo Brasil.

O Polo Industrial de Camaçari reúne aproximadamente 90 empresas entre as quais estão 35 unidades industriais no segmento químico-petroquímico e 27 empresas no segmento automotivo, segundo dados do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic). O Polo emprega atualmente mais de 45 mil pessoas. São aproximadamente 15 mil empregados diretos e mais de 30 mil indiretos. O complexo é responsável por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, fornecendo matéria-prima para outras indústrias instaladas no país, ocasionando assim, impacto direto na economia brasileira.

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Polo Industrial de Camaçari.

Um jornal de grande circulação no estado procurou os três principais candidatos à presidência da República – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) – para saber quais os projetos deles para o Polo de Camaçari, considerado o maior do Hemisfério Sul, e as  ações que pretendem adotar para enfrentar os principais desafios da indústria baiana.

Uma das perguntas feitas aos candidatos foi sobre a Petrobras que, em fevereiro, deve definir que percentual de reajuste vai aplicar  no preço da nafta, principal matéria-prima da indústria petroquímica baiana. As negociações já se arrastam por quase um ano. Desfecho negativo poderia colocar em risco a expansão da atividade, ou mesmo a continuidade de algumas unidades industriais.  Ao próximo presidente, caberá a decisão de manter a política de preços, mas, sobretudo, tomar decisões como ampliar a infraestrutura de refino de petróleo para garantir o suprimento de combustível, da nafta e de outros derivados importantes para o desenvolvimento do país.

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Quanto à questão relacionada à energia elétrica, no final de junho do ano que vem, encerra-se o contrato de fornecimento de energia entre a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) com um grupo de sete empresas baianas  que utilizam um elevado volume de energia elétrica, conhecidas como eletrointensivas (Braskem, Dow, Ferbasa, Gerdau, Mineração Caraíba, Paranapanema e Vale).  Antes disso, o governo vai ter que definir que política energética vai adotar para o país. Pensar na competitividade entre empresas que, no Nordeste, estão distantes do grande mercado consumidor, na região Sudeste.

Outro grande desafio que o próximo presidente da República terá pela frente é o de modernizar a infraestrutura de transportes do país, com a criação de mecanismos para viabilizar a construção ou a modernização de estradas, ferrovias e portos – necessários para tornar o país competitivo internacionalmente.

Redação Nossa Metrópole