Bancários avisam que vão parar de novo

Pelo visto, mais uma  vez, a população baiana sofrerá os efeitos da greve dos bancários. Após a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) apresentar proposta de 7,5% de reajuste salarial ao Sindicato dos Bancários da Bahia, a categoria resolveu entrar em Assembleia, convocar a todos para avaliação da proposta da Federação e deliberação da greve.

O encontro que acontecerá amanhã (25), às 18h, no Ginásio de Esportes dos Aflitos, pode deflagrar a greve, cujos bancos paralisarão suas atividades, a nível nacional, na próxima terça-feira, dia 30.

De acordo com o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, A pauta de reivindicações dos bancários foi entregue no dia 11 de agosto.

Depois de um mês de negociações, temas como geração de emprego para desafogar as agências e acabar com as filas, saúde, segurança e igualdade de oportunidades – hoje as mulheres ganham 24% a menos do que os homens -, não tiveram respostas por parte da Fenaban:

“A Federação enviou uma proposta apenas com reajuste salarial de 7% e piso salarial de 7,5% na sexta-feira (19).  Além de o índice ser reduzido, os demais pontos da pauta ficaram sem resposta. Sem alternativa, bancários de todo o país vão cruzar os braços”.

Entre as principais reivindicações exigidas do Sindicato à Federação, está o reajuste salarial de 12,5% (aumento real de 5,4% mais inflação projetada em 6,76%, PLR de três salários mais R$ 6.247,00, piso de R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese), vale-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá somando um valor de R$ 724,00 (salário mínimo), 14º salário, fim das metas e do assédio moral, fim das demissões, ampliação das contratações, combate à terceirização e a precarização das condições de trabalho, adoção da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas imotivadas, PCCS, (Plano de Cargos e Salários) para todos os bancários, auxílio-educação (pagamento para graduação e pós), medidas de segurança, como dois vigilantes durante o expediente, porta-giratória com detector de metais desde a área de autoatendimento, fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários, adicional de risco de 30% e igualdade de oportunidades.

Na contraproposta a Fenaban ofereceu, no último dia 19 uma proposta de reajuste de 7,5% para o piso da categoria, e de 7% para os demais salários. Com isso, o piso de um caixa, por exemplo, chega a R$ 2.393,33 para jornada de 6 horas.

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também teve seus valores corrigidos em 7%, aumentando ainda mais a remuneração dos bancários.

“Observamos neste processo um debate maduro e a proposta apresentada viabiliza uma negociação célere para o fechamento de um acordo. A proposta dos bancos está na mesa de negociações para ser debatida com o movimento sindical. Confiamos no diálogo, que tem sido presente nas negociações, para alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários”, afirmou o diretor de relações do trabalho da FENABAN, Magnus Ribas Apostólico.

Fonte: Tribuna da Bahia