Câncer infantojuvenil é doença que mais mata crianças e adolescentes no Brasil

Palidez, perda de peso, hematomas, febre, tosse persistente, dores de cabeça e vômito são sintomas de diversas doenças comuns na infância. Mas também podem ser sinais de câncer infantojuvenil. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as neoplasias são a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes com idade de 1 a 19 anos. O Brasil deve registrar cerca de 11.840 novos casos em 2014.

Com a campanha Novembro Dourado, entidades que oferecem apoio ao tratamento do câncer infantojuvenil, em parceria com a CONIACC – Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer, chamam a atenção para o combate à doença e trabalham para sensibilizar o Ministério da Saúde, visando a implementação da campanha pelo Governo Federal, em prol do diagnóstico precoce da doença. O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil é comemorado em 23 de novembro.

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“O tratamento do câncer infantojuvenil progrediu nas últimas quatro décadas, graças ao avanço das terapêuticas e o suporte de casas de apoio que acolhem essas crianças e lhes oferecem assistência complementar ao tratamento”, atesta Roberto Sá Menezes, provedor da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, presidente da CONIACC e do GACC-BA.

Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após tratamento adequado. Mas muitos ainda iniciam o tratamento com o câncer em estágio avançado.

“A pediatria conta com poucas medidas efetivas para evitar o câncer infantojuvenil. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Os pais devem estar informados e atentos aos sinas”, afirma a oncologista pediátrica do Hospital Santa Izabel, Flávia Nogueira.

A especialista ainda aponta que a pouca quantidade de informações oficiais sobre as taxas de incidência, a raridade e os sintomas semelhantes as de outras enfermidades infantis também prejudicam o combate à doença. “Estimamos que a Bahia tenha uma média de 450 casos por ano”, completa.

As leucemias e os tumores do Sistema Nervoso Central são os tipos de câncer que mais acometem crianças e adolescentes. Os linfomas, tumores ósseos, sarcomas de partes moles, como músculos, gorduras e articulações, e o retinoblastoma, tumor maligno na retina, também fazem parte do grupo de cânceres infantojuvenis.

Tratamento especializado  – O Hospital Santa Izabel oferece infraestrutura completa para o tratamento de neoplasias em crianças e adolescentes. A equipe multidisciplinar especializada é formada por oncologistas, onco-hematologistas, pediatras e odontólogos. Os pacientes também contam com assistência de psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.

O Hospital mantém o vínculo escolar das crianças com a manutenção de uma Escola Hospitalar, cujas atividades são coordenadas por professora e pedagoga. Os pacientes oriundos do interior da Bahia e com poucas condições financeiras são acolhidos durante o período de tratamento na Casa da Saúde da Criança Solange Fraga, onde recebem seis refeições diárias e apoio psicossocial. Atividades socioeducativas são direcionadas às famílias.

Unidade conveniada ao GACC-BA e filiada ao CONIACC, o Hospital Santa Izabel inicia campanha de conscientização em apoio ao Novembro Dourado nesta terça-feira  (18). Folders serão distribuídos entre os pacientes e funcionários. A fachada do hospital estará iluminada com a cor dourada até o fim do mês.

Fonte: Varjão Associados