Funcionários públicos invadem Prefeitura de Itanagra para reivindicar o pagamento de salários atrasados

Funcionários públicos das escolas de Itanagra, localizada a 91 km de Salvador, invadiram, na manhã desta quinta-feira (20), a Prefeitura Municipal em protesto à falta de pagamento de salários de alguns trabalhadores, a exemplo de professores, merendeiras e pessoal da limpeza.

Os trabalhadores da limpeza já estão há três meses sem receber salário, já os professores há dois. Eles também não receberam o 13º salário do ano passado.

Com cartazes, os trabalhadores protestaram dentro do órgão público e exigiram providência para o caso. Eles também protestaram sobre a merenda servida nas escolas públicas do município, que, segundo eles, é precária.

01 02 0304
Em agosto deste ano, moradores de Itanagra realizaram uma manifestação pedindo a saída do prefeito Valdir Jesus de Souza (PSB) – conhecido como Didi – devido aos supostos desmandos do gestor. “A principal reivindicação é a saída do Prefeito Valdir Jesus de Souza, conhecido como Didi, que já teve seu mandato cassado no dia 11 de março deste ano, mas uma liminar do dia 13 do mesmo mês ainda o mantém no poder”, disse uma moradora em entrevista concedida a um site de notícias.

De acordo com a presidente do Sindicato da APLB da cidade, Raizete Dias, “o que nós queremos é que as autoridades olhem por Itanagra para que tudo isso chegue ao fim, pois não suportamos mais viver sem soluções”.

Os moradores denunciam ainda que os funcionários da prefeitura estão com os salários atrasados, alguns deles com até 10 meses sem receber os proventos. Além do 13º salário, referente ao ano de 2013, que ainda não foi pago pela administração municipal, mas que já foi declarado para o imposto de renda 2013. Ainda conforme o relato, até o comércio da cidade se encontra em decadência, pois os munícipes não têm dinheiro para comprar os mantimentos.

A população reivindica também por melhorias na educação, transporte escolar, saúde (que conta com o posto de atendimento sem médicos, funcionários para atenção básica e falta de medicamentos), saneamento básico e limpeza.
Fernanda Melo / Redação Nossa Metrópole