“Estou focado e com a cabeça cheia de ideias”, diz Caetano em entrevista à revista Nossa Metrópole

ENTREVISTA

Confira a seguir uma entrevista com o deputado federal eleito, Luiz Carlos Caetano, à revista Nossa Metrópole, edição de Novembro.

Por Fabiana Monte

É difícil traduzir em palavras a energia que Luiz Carlos Caetano (PT) pretende levar para a Câmara dos Deputados, a partir de 2015. O ex-prefeito da cidade do Polo planeja um mandato visionário e repleto de inovações.

Vencer a inércia é palavra de ordem. Aos 60 anos, o político idealizador da Cidade do Saber, projeto que impulsionou a cultura em Camaçari, apresenta facilidade abissal de interagir com o novo. Inquieto, criativo e articulado, Luiz Caetano foi vitorioso nas urnas com uma das campanhas mais modernas do Estado, onde as novas tecnologias tiveram papel de destaque.

Nascido no município de Central, interior da Bahia, ele iniciou na política como presidente do Diretório Acadêmico da UFBA. Desde então, mantém um jeitão arrojado, que o destaca onde quer que esteja. Foi com essa intrepidez, que Caetano conquistou 125.862 eleitores, tornando-se o deputado federal mais votado pelo Partido dos Trabalhadores na Bahia.

Caetano Oficial

Confira Entrevista!

Nossa Metrópole – O senhor percorreu todo o Estado durante a campanha eleitoral. Esbanjou disposição. Além de conquistar uma cadeira na Câmara, alcançou o mérito de deputado federal mais votado pelo seu partido na Bahia. Como encarou esta vitória?
Luiz Caetano – Eu sou muito determinado e gosto de fazer bem as coisas. Quando decidimos que seria candidato a deputado federal, traçamos um planejamento que deu certo. A nossa gestão na Prefeitura de Camaçari repercutiu bem. Fui coordenador da campanha de Jaques Wagner para reeleição, presidente da UPB (União dos Prefeitos da Bahia) e pré-candidato a governador. Tudo isso me ajudou a crescer politicamente. Foi uma campanha vitoriosa, na qual muitos dentro do partido não acreditavam que eu fosse o mais votado. Fiquei feliz com o resultado das urnas, principalmente por ter conseguido interagir muito com a juventude, mas a responsabilidade também aumenta.

NM– Durante o processo de campanha o senhor utilizou uma linguagem jovial nas principais peças publicitárias, procurou debater e apresentar ideias à juventude. Como será sua relação com esse público a partir de agora?
LC- Eu gosto de estar à frente das coisas modernas, inovadoras, de trabalhar o novo e estimular as pessoas para que elas cresçam. Acho que essas características ajudam os jovens a se aproximar do meu trabalho. Tive muitos jovens na frente da nossa campanha. Nós debatemos, sempre aliando a experiência ao novo. Durante o mandato de deputado federal não será diferente.

NM– E por falar no novo mandato. Já teve tempo para planejá-lo?
LC – Estou focado e com a cabeça cheia de ideias. A primeira coisa que vou fazer é um painel para ouvir as lideranças que me apoiaram. Quero também levar o debate para a universidade, discutir ideias com alguns jornalistas e cientistas políticos. Vamos ter um Congresso Nacional mais conservador a partir de 2015. Na minha opinião, o PT, os governos de Rui e Dilma vão precisar se aliar mais aos setores populares, no sentido de aprofundar as transformações que o povo pede. Precisamos modernizar o partido, fazendo com que a sociedade participe mais ativamente do Congresso Nacional. Quero ajudar os municípios no setor de empreendedorismo e desenvolvimento local, com perspectivas de avanço na saúde e segurança pública. É importante discutirmos sobre as reformas política e tributária. Meu objetivo é fazer a ponte entre o Congresso e o povo, o Congresso e o Executivo.

NM– O senhor tocou em um assunto que tem preocupado a população de Camaçari: segurança pública. Com a experiência de três mandatos à frente da prefeitura da cidade, o que acha que está faltando por parte do Executivo Municipal?
LC – Mais ousadia, planejamento e melhor articulação com os órgãos de Segurança Pública. Temos que ir para cima. Juntar a Caatinga, Polícia Militar, Civil e fazer um enfrentamento constante. Na época em que eu era prefeito, procurei colaborar com a estrutura. Investi em viaturas, combustível, alimentação. Quando foi preciso pagar horas extras aos policiais eu fui até a Secretaria de Segurança Pública do Estado solicitar. Assim, conseguíamos dar uma resposta melhor para a população.

NM– O senhor foi o responsável direto pela eleição do prefeito Ademar Delgado. Como tem sido a relação com o gestor?
LC- Ademar tem um estilo diferente do meu. Conversamos pouco sobre a gestão. Gosto sempre de dizer que não escolhi um sucessor para ficar monitorando, sombreando, mandando. É importante que cada um tenha seu estilo e é preciso respeitar.

NM– Qual a sua avaliação em relação aos dois primeiros anos de governo do seu sucessor?
LC- Acho que ele precisa dar um UP grade na gestão. É preciso repaginar, se juntar cada vez mais à sociedade. Vejo que tem começado a fazer isso. Ademar faz parte do nosso projeto, a minha vontade é que ele acerte cada vez mais.

NM– Como o senhor vê a derrota de Rui Costa em Camaçari?
LC – A eleição mostra onde estamos acertando e errando. Nós ganhamos com Otto e Dilma, mas perdemos com Rui. É uma sinalização da sociedade. Temos a questão do Hospital Geral que precisa ser melhorada, as escolas de Ensino Médio, a segurança pública também não tem tido uma resposta boa aqui. A responsabilidade é de todos, temos que buscar avanços. Se melhorar, venceremos nas próximas eleições, caso contrário, perderemos.

NM – O processo eleitoral em 2014 trouxe importantes vitórias para o PT e Luiz Caetano. Gostaria que finalizasse deixando uma mensagem para o povo de Camaçari sobre perspectivas para o futuro.
LC – O país vive um momento de inconformismo por parte da elite e dos setores mais retrógrados da sociedade brasileira. Temos que estar bem antenados para ajudar a Dilma e Ademar a melhorar e progredir ainda mais. Não podemos deixar que os derrotados saiam como vítimas e queiram destruir esse projeto que está dando certo no Brasil. Camaçari é um município que está crescendo, mostrando suas oportunidades. Peço ao povo de Camaçari e a sociedade baiana que nos ajudem nesta nova tarefa.

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Fotos: Carolina Mota

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