Parentes e amigos buscam capoeirista desaparecido

Há cinco dias, familiares e amigos vivem a angústia de procurar pelo capoeirista Vinícios Bonfim Leão, 34. Ele foi visto pela última vez na tarde de sexta-feira passada, quando deixou o escritório onde trabalha na Av. ACM e tomou um ônibus em direção a Mussurunga, onde mora.
“Uma colega dele informou que o viu pegar um ônibus que faz a linha Itinga por volta das 17h, na região”, relatou Gilca Bonfim, 60, mãe do capoeirista.

Vinícios Bonfim Leão sofre de problemas cardíacos
Vinícios Bonfim Leão sofre de problemas cardíacos

Na terça, 31, parentes receberam a informação de que ele estaria em Campinas de Pirajá e, nesta quarta, 1º, de que foi visto em Canabrava. “Fomos aos bairros indicados, mas não o encontramos”, disse.

Até a tarde desta quarta, a Delegacia de Proteção à Pessoa não possuía qualquer informação sobre a localização do rapaz.

Segundo a delegada Heloísa Simões, a polícia trabalha com a hipótese de desaparecimento. “Estamos ouvindo pessoas, não trabalhamos com a hipótese de crime”, falou.

Vinícius tem síndrome de Wolff-Parkison-White, que se caracteriza por uma alteração no sistema elétrico cardíaco. Os pacientes podem ter mal-estar, tontura, desmaio e mais raramente morte súbita.

Gilca contou que ele relatou, por duas vezes este ano, ter acordado com dor no peito e tido uma crise de esquecimento. “Anteontem (segunda-feira), ele teria consulta com anestesiologista e, a partir daí, agendaria a cirurgia do coração”, comentou.

Projeto social
Há dez anos, Vinícios ensina capoeira para crianças de Vila Verde e Mussurunga. Recentemente, passou a dar aulas no centro espírita Obreiros da Luz, onde tem cerca de 30 alunos.

O rapaz, que também é analista de sistemas, tem um filho de 9 anos e apenas um irmão. Ele viajaria com a namorada para Recife (PE) nesta quinta, 2. “Estou em pânico. Não estou indo trabalhar, não durmo. Mas tenho certeza de que vamos encontrá-lo”, disse a namorada Gláucia Neime, 41 anos.

Quem vir o rapaz pode informar a localização à Polícia Civil pelo telefone (71) 3316-0357.

Fonte: A Tarde