Camaçari já notificou mais de 2.400 casos de doença misteriosa

Desde janeiro até este mês, a doença exantemática indeterminada que aportou em Camaçari, na Grande Salvador, já contaminou mais de 2.400 pessoas. No entanto, os casos notificados pela Vigilância Epidemiológica do município começaram a entrar em declínio acentuado desde o fim de março, quando houve o pico de atendimentos à pacientes com os sintomas.

Para o diretor da Vigilância, Celso Joélio, a notícia é positiva, pois já se pode constatar que não envolve riscos altos a saúde. “Após o tratamento com os antialérgicos, os pacientes começaram a apresentar melhoras, o que significa dizer que é benigno. Isso nos traz mais tranquilidade, pois podemos estudar esses casos com mais calma a fim de detectar de fato qual a doença e as formas de contraí-la”, explicou.
Ainda assim, o gestor pede atenção da população, e que procure as unidades de saúde assim que perceber manifestações da doença. Em Salvador, já foram mais de 100 casos investigados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde fevereiro. Até o momento não há casos notificados da doença misteriosa em Lauro de Freitas. De acordo com Celso Joélio, casos parecidos tem se manifestado em outros dez estados brasileiros, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. Uma das linhas de investigação que ainda não foi descartada é a da dengue com manifestação atípica.

SINTOMAS
Desde o início do ano, unidades de saúde da Grande Salvador têm atendido pacientes com sintomas semelhantes de vermelhidão e prurido (coceira), e, em alguns casos, dor pelo corpo. Os sinais da doença se manifestam por um período que varia de 3 a 7 dias. Mesmo que as suspeitas iniciais levassem a crer que os enfermos estivessem com sarampo, rubéola, dengue ou com chikungunya, todas as hipóteses foram descartadas, após os exames de sangue. Sem poder confirmar uma anomalia específica, os profissionais de saúde têm receitado antialérgicos aos pacientes, como forma de amenizar os sintomas.

A professora Bianca Rodrigues havia levado seu filho João Miguel, de 10 meses, a um hospital da capital baiana, há quatro dias quando ele começou a apresentar vermelhidão na pele. Ela desconfia que o filho tenha sido infectado após ter contato com uma amiga sua que estava sofrendo com os mesmos sintomas. “Além dela e do meu filho, minha mãe também está apresentando os sintomas”, ela relatou.

Fonte: Tribuna da Bahia