Simões Filho é campeã de mortes por arma de fogo no país

Cento e dezesseis pessoas morrem vítima de arma de fogo diariamente no Brasil. A estatística integra o Mapa da Violência 2015, realizado por órgãos do governo federal e Unesco. A média diária foi calculada com os registros de 2012, data dos últimos dados disponíveis, quando o número de mortes foi 42.416.

Conforme o levantamento, que é realizado desde 1980, a taxa de mortalidade por armas de fogo foi a segunda mais alta do país na série histórica: 21,9 óbitos para cada 100 mil habitantes. Estão incluídos os casos de homicídio, suicídio, mortes por acidente e em circunstâncias indeterminadas.

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A maior taxa de mortalidade registrada pelo mapa foi a de 2003, com 22,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Já a taxa de homicídios com armas de fogo, que em 2012 atingiu 20,7 para cada 100 mil habitantes, foi a mais alta já registrada.

Segundo o estudo, que separa os dados dos homicídios por faixa etária, os jovens de 19 anos são as principais vítimas, com 62,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Em seguida vêm os de 20 anos, com 62,5 mortes para cada 100 mil habitantes.

No cenário geral, de 2002 a 2012, a região Sudeste teve queda de 39,8% na taxa de mortes por armas de fogo. No mesmo período, as demais regiões tiveram aumento: Norte (135,7%); Nordeste (89,1%); Sul (34,6%) e Centro-Oeste (44,9%). O município baiano de Simões Filho é o primeiro da lista na mortalidade geral e de jovens. Foram 130,1 óbitos para cada 100 mil habitantes.

Já entre os jovens, a taxa atingiu 314,4 mortes pra cada 100 mil habitantes. Os dados do levantamento são do Subsistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que é baseado nas declarações de óbito expedidas no país, contendo local e características das vítimas.

De 1980 a 2012, foram 880.386 mortes por armas de fogo no Brasil. Destas, 747.760 pessoas foram assassinadas —aumento de 556,6% no período. Conforme uma projeção realizada pelo Mapa da Violência, 160.036 vidas foram poupadas com a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003. Desse total, 113.071 seriam de jovens.

Fonte: Correio 24 Horas