Professora da Ufba debate Reforma Política em Camaçari

A Câmara Municipal de Camaçari abriu as portas para um importante debate sobre o futuro do país. A Audiência Pública “Reforma Política: Pela Democratização do Poder”, promovida pela deputada Luiza Maia, reuniu lideranças políticas municipais, sociedade civil e um grupo de 40 alunos do colégio Gonçalo Muniz, que participaram fazendo perguntas.

A principal palestrante, a professora da Ufba, Mariângela Nascimento, destacou que existem muitos outros pontos importantes que precisam ser debatidos, além dos que estão em discussão no Congresso: “É preciso que a sociedade repense a forma de representação política, porque do contrário permanecerá a sub-representação de diversos setores, como as mulheres, os negros, indígenas, deficientes, entre outros”, apontou.

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“Também é necessário que a Reforma Política repense as forma de participação popular. As leis que existem nesse sentido são muito burocráticas e elas inviabilizam a participação da sociedade. Precisamos tornar plebiscito e referendo ferramentas de uso comum, a sociedade precisa pensar e interferir na gestão pública, através de canais institucionais”, explicou ela.

O deputado federal Luiz Caetano destacou que a sociedade precisa estar mais atenta às decisões tomadas no Congresso: “A OAB, a Une e a Cut entregaram um abaixo assinado com mais de 800 mil assinaturas dizendo qual era a reforma que o povo queria, mas isso foi desconsiderado: o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acabou com a Comissão responsável por esse tema, destituiu o relator e apresentou essa proposta que está aí. O sistema atual é mil vezes melhor que o sistema que eles querem aprovar”, alertou.

Responsável pelo evento e ferrenha defensora de uma reforma política ampla, a deputada Luiza Maia destacou a necessidade de a população se mobilizar para conquistar avanços reais. “O poder está nas mãos do povo: das mulheres, dos jovens, dos negros, da comunidade LGBT… Mas só se estivermos organizados para dizer aos gestores o que queremos. O financiamento privado de campanha, que o Congresso quer manter, é um dos pilares da corrupção, além de fomentar a manutenção desse modelo de campanhas caríssimas e viciadas, onde o poder econômico decide a maioria dos vencedores e a sociedade civil permanece sub-representada. Temos que nos unir para impedir que eles derrubem as conquistas que tivemos até agora”

Fonte: Ascom / LM

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