Elinaldo vai ao MP para acompanhar pedido de interdição da feira de Camaçari

Líder da oposição em Camaçari, o vereador Elinaldo (DEM) participou nesta quinta-feira (27) de uma reunião com o promotor de Urbanismo e Meio Ambiente, Luciano Pitta, na sede da Promotoria, para intermediar uma solução para o funcionamento da feira do município. O promotor, que entrou com uma ação na Justiça pedindo a interdição da feira, argumentou que a medida foi necessária para preservar comerciantes e clientes, que são submetidos a situações degradantes no espaço onde funciona o centro comercial. “O Ministério Público não quer fechar a feira. Estamos pedindo que a Prefeitura mude a situação caótica porque não dá para os feirantes trabalharem naquela situação. Nosso papel é ser um agente que induza uma mudança para melhor. Não queremos prejudicar ninguém. Queremos um local adequado e uma prestação de serviço melhor para a população”, afirmou o promotor.

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Pitta lembrou ainda o caso do Mercado de Itapuã, em Salvador, que será entregue em breve pelo prefeito ACM Neto após ampla requalificação, o que vai permitir condições dignas de trabalho para comerciantes. “Será um mercado novo para aqueles feirantes que foram relocados. O mesmo foi feito com um mercado no Subúrbio [em Periperi]. A Prefeitura de Camaçari precisa encontrar um local provisório para que as pessoas não percam o ‘ganha pão’ enquanto o local passa por requalificação. Será que Camaçari tem de ficar numa pocilga? Queremos melhorias para a população, e a forma como isso será feito quem tem de decidir é a Prefeitura”, disse, sugerindo que os feirantes se organizem numa comissão para acompanhar o processo de reforma do espaço, que deve ser tocado pela prefeitura.

Elinaldo, acompanhado do vereador Jorge Curvelo e de diversos feirantes, reafirmou o compromisso de acompanhar os comerciantes em todo o processo de requalificação para que os trabalhadores não fiquem desassistidos. “A Prefeitura falhou em deixar que a situação chegasse a esse ponto. Queremos que as obras sejam feitas por etapas, com planejamento e cronograma pré-estabelecido. Os feirantes e os clientes já demonstraram que querem a manutenção do espaço, desde que as obras sejam realizadas”, disse o líder da oposição. Elinaldo também afirmou estar preocupado com a possibilidade de que 2 mil pessoas que trabalham direta ou indiretamente na feira sejam prejudicadas, especialmente nesse momento em que a economia passa por forte crise em todo o país, inclusive com aumento do número de desemprego. “Nosso desejo é que a feira continue sendo fonte de renda para muitas famílias de Camaçari, só que com condições dignas”, finalizou.

Fonte: Ascom / DEM