Comec defende investigação do MP em eventos de Camaçari

O Conselho de Ministros Evangélicos de Camaçari (Comec) corrobora com a decisão do Ministério Público de investigar a aplicação dos recursos públicos nos eventos evangélicos da cidade, entendendo que esse é o papel do MP. Mas discorda veementemente do argumento de que a Prefeitura, ao apoiar os eventos do segmento, estaria fazendo proselitismo religioso. Os eventos promovidos pelos evangélicos, através do Comec, têm finalidade social e não se restringem, exclusivamente, à comunidade evangélica. São eventos para todos.

Temas como “Craque, não tropece nessa pedra”, de combate ao consumo e tráfico de drogas já foram discutidos na Marcha pra Jesus. Pastora Joselita Santos, presidente do Comec, lembra que, por ocasião desse tema, os pastores chegaram a ser ameaçados de morte por traficantes. “Nós fomos às escolas públicas do município pra levar panfletos educativos, alertando os nossos jovens e adolescentes sobre os perigos dos entorpecentes. Em qual outro evento foi feito isso?”.

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O Comec também já abordou outros temas ligados a violência e estaria no próximo Conjuec, mais uma vez, multiplicando a cultura da paz, por entender, que a população não suporta mais tanta violência na cidade. “O que seria de Camaçari se não fossem as igrejas tratando dos drogados, das famílias destruídas pela violência doméstica? Cada igreja é um centro de recuperação e prevenção”, destaca a líder.

De acordo com as estatísticas do IBGE de 2010 (último censo disponível), em 10 anos, o número de evangélicos cresceu de 11% para 17%. Os dados, já ultrapassados, mostram um crescimento de 61%. Não há nenhuma pesquisa oficial realizada no município com o número de evangélicos, mas acredita-se que ultrapassamos os 40%.

E esse percentual de evangélicos não freqüenta festas onde há bebidas alcoólicas, violência, apologia às drogas e ao sexo precoce. Festas caríssimas aos cofres públicos. A pastora Joselita lembra que com o custo de uma só das grandes atrações do Camaforró, por exemplo, daria pra fazer uma Marcha pra Jesus.

Outro fator importante dos eventos evangélicos é que apesar de reunir dezenas de milhares de pessoas, não deixam mortos, não elevam os gastos em saúde pública para tratar de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada ou, ainda, em atendimentos na rede pública de saúde, em função dos acidentes de trânsito provocados por pessoas alcoolizadas ou drogadas.

É importante salientar que nos eventos evangélicos existe a prática de arrecadar alimentos não perecíveis. Toneladas desses alimentos já foram distribuídos com várias entidades, a exemplo do Hospital Aristides Maltez e centros de recuperação da cidade.

Como cidadãos e pagadores de impostos, os evangélicos, que representam parcela significativa da sociedade, não deveriam ser contemplados também? Os eventos não foram aprovados na Câmara de Vereadores e são leis municipais? A quem interessa proibir o financiamento público dos eventos que trazem tanto bem estar social e, ainda, ajudam a combater tantas mazelas socais na cidade?

O Comec aproveita o ensejo para pedir que a Câmara de Vereadores de Camaçari também investigue, junto com o MP, todos os eventos realizados tanto na gestão do prefeito Ademar Delgado como nas gestões de todos os recentes ex-prefeitos. É importante que a população saiba o quanto e como os seus impostos estão sendo empregados. Acreditamos que as autoridades serão sensibilizadas do papel social dos nossos eventos”, finaliza a pastora Joselita.

Fonte: Ascom Comec