Jovem baleado em assalto precisa ser transferido com urgência do HGC

O jovem Gustavo Bruno Ferreira Melo, 19 anos, que no dia 3 de outubro foi baleado em uma tentativa de assalto, segue internado no Hospital Geral de Camaçari (HGC). Por causa do seu quadro crítico, Gustavo aguarda uma vaga na UTI do Hospital Geral do Estado (HGE). Mesmo com uma liminar, a mãe do jovem, Verônica Ferreira, iniciou há dias, uma peregrinação para garantir o direito do filho. “O quadro do meu filho não melhora. Nesta terça-feira (13), estive no Ministério Público e, hoje, voltarei lá para tentar resolver esta situação”, disse.

Gustavo Bruno Ferreira Melo
Gustavo Bruno Ferreira Melo

Segundo o primeiro relatório médico do HGC, Gustavo deu entrada na emergência do HGC no dia 4 de outubro, com perda total dos movimentos abaixo do pescoço. Ainda segundo o relatório, o paciente foi levado ao hospital por familiares, sem colar cervical e sem a mobilização adequada. Avaliado pela cirurgia geral e ortopedia, após exames iniciais, foi identificada uma lesão, com projétil alojado na coluna cervical, e múltiplos ferimentos no tórax e membro inferior esquerdo, com sangramento ativo. No relatório médico do dia 7 de outubro, o médico plantonista Lúcio Rabello indicou a necessidade de avaliação com urgência de neurocirurgia e transporte com UTI móvel.

Apesar da indicação médica para transferência, o serviço de regulação da Secretaria de Saúde do Estado não providenciou a transferência e nem o tratamento indicado pelos médicos do HGC. Diante disso, a família do paciente procurou a representação do Ministério Público em Camaçari, que acionou a 1ª Vara da Fazenda Pública para encontrar solução para o impasse.

Após ser oficiado pelo MP e depois de tomar conhecimento do relatório médico, o juiz César Augusto Borges de Andrade proferiu sentença favorável ao paciente, dando ao governo do estado da Bahia prazo de 48 horas a partir do dia 6 de outubro para que proceda a remoção de Gustavo para unidade de saúde que disponha de equipe profissional especializada em neurocirurgia, preferencialmente integrada ao Sistema Único de Saúde e, não sendo possível, para unidade privada, mediante pagamento das despesas devidas de remoção e tratamento médico pelo próprio Estado da Bahia, em caráter de urgências para os fins legais, sob pena diária de R$ 10 mil reais, a ser revertida em favor do paciente, até o limite de R$ 200 mil reais. O prazo estabelecido pela sentença judicial expirou dia 8 de outubro, no entanto, até esta quarta-feira (14), ainda não havia sido cumprida a decisão judicial.

Familiares e amigos de Gustavo seguem buscando solução imediata para o caso, pois temem pela vida do paciente e possíveis sequelas pela demora no tratamento médico adequado.

Fernanda Melo / Redação Nossa Metrópole