Encontro com mulheres debate a campanha da Propaganda Sem Machismo

A publicidade que explora o corpo da mulher como mercadoria gera violência sexual, fragiliza a autoridade das mães na educação dos filhos e inferioriza o gênero feminino. Essas foram algumas das denúncias feitas por representantes de instituições públicas durante encontro com mulheres que debateu a campanha da Propaganda Sem Machismo, promovido pela deputada Luiza Maia (PT), na Bancada Feminina, nesta quinta-feira (05).

1. Encontro com Mulheres Propaganda Sem Machismo

“Pedimos o apoio das mulheres para mais esta proposta de luta contra a violência simbólica que nos aflige. Assim como ocorreu para a aprovação da Lei Antibaixaria, contamos agora com a pressão popular e dessas importantes entidades que defendem os direitos da mulher. O Projeto de Lei 20.628/2013, ‘PL da Propaganda Sem Machismo’, não só proíbe o uso de imagens que explorem o corpo feminino como atrativo na publicidade, mas cobra a regulamentação deste capítulo específico da nossa Constituição estadual”, explicou a parlamentar.

A campanha da Propaganda Sem Machismo denuncia o uso da mulher como ‘descartável’, ‘consumível’ ou ‘objeto sexual’, tem sido bem aceita pela população e já conta com o apoio do ex-presidente Lula, de diversas entidades, movimentos sociais e de mulheres, artistas e políticos que assinaram o abaixo assinado.

O evento teve representação de entidades como o Tribunal de Justiça da Bahia, Defensoria Pública, OAB, Sindicato dos Comerciários, Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Brotas, comando da Ronda Maria da Penha da Polícia Militar, Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado, Escola Judiciária Eleitoral da Bahia, mandatos das vereadoras de Salvador Aladeilce (PCdoB) e Vânia Galvão, grupos de pesquisadores sobre Gênero da Ufba (Gira) e da Uneb (Diadorim), Secretaria de Mulheres do PT, Coletivo Mulher e Mídia, Conselho Municipal de Mulheres, Casa Abrigo, Sindicato dos Servidores Públicos Federais e a Federação Latino-Americana da Construção (FLEMACON).

Fonte: Ascom / Luiza Maia