Petroquímicos de Camaçari anunciam greve geral para esta quinta-feira (17)

Cerca de cinco mil petroquímicos devem iniciar a greve geral nessa quinta-feira (17). O anúncio foi feito na manhã dessa segunda-feira (14), durante assembleia, com o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado da Bahia (Sindiquímica). O objetivo é pressionar a direção das empresas do Polo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a retomar as negociações da campanha salarial, interrompidas em outubro, pelo Sinpeq (sindicato patronal).

Desde novembro, o Sindiquímica tenta entrar em um acordo com o Sinpeq. Para isso, foram realizadas paralisações de um dia em dez empresas do setor, entre os dias 24 de novembro e 04 de dezembro. A paralisação atingiu as unidades da Acrinor, Estireno, PVC, PE2 (Braskem), Oxiteno, Elekeiroz, Deten, Monsanto, Basf e Cristal e contou com a adesão total da categoria. Apesar das mobilizações, o Sinpeq decidiu manter sua posição de não abrir as negociações.

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De acordo com o diretor administrativo do Sindiquímica, Carlos Itaparica, três pontos são discutidos com os empresários: “Temos quatro pilares na nossa luta, a primeira é a não discriminação, que é mais importante que o reajuste e equiparação de salário com outros estados brasileiros. Não somos trabalhadores de segunda categoria, nós somos petroquímicos iguais os do sul do país. A segunda questão da discriminação é que nós achamos que o ambiente de trabalho deve ser para homens e mulheres. Queremos que a cada duas vagas de emprego, uma seja para a mulher e outra para o homem. Nosso segundo pilar, é o respeito a nossa convenção coletiva. Ela tem história, foi criada a partir de uma greve, de uma mobilização e não pode ser rasgada. Queremos também a segurança dos nossos trabalhadores, não só externa quanto interna, no ambiente de trabalho. Por ultimo, vem o nosso reajuste,” explica.

Ainda segundo Itaparica, o sindiquímica pede um aumento de 13 %, o Sinpeq teria oferecido 9% e se recusado a continuar com as negociações. O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado da Bahia, disse que em apenas um trimestre, a Braskem, teve um lucro líquido de 1,5 bilhões de reais. A empresa é a segunda maior petroquímica da América e a oitava maior do mundo. “Um dia nosso parado causa um prejuízo maior do que um ano de salário de todos os funcionários,” finalizou.

Fonte: Bocão News