Crise econômica e falta de infraestrutura estão entre as principais queixas dos comerciantes de Camaçari

A 86ª edição da revista Nossa Metrópole já está circulando. Confira esta e outras matérias na publicação. Você pode encontrar um exemplar nos principais estabelecimentos comerciais da cidade.

Comerciantes e consumidores reclamam de ruas esburacadas, falta de segurança e estacionamento

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Redação Nossa Metrópole

Aumento da inflação e queda no crescimento, acompanhados de escândalos de corrupção no país, foram fatores decisivos para que 2015 fosse mesmo um ano difícil no que diz respeito à economia. Consequência: desemprego, desaceleração na indústria, serviço e comércio. E, como se não bastassem os problemas externos, a realidade local também tem afetado o comércio do município.

Em Camaçari, a falta de estacionamento, boa infraestrutura e segurança estão entre as principais reclamações dos comerciantes do centro da cidade, fatores que têm afastado os consumidores, piorando a retração do setor varejista.

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A redução nas vendas nos últimos anos é sentido por muitos comerciantes, a exemplo do empresário Jair Araújo, há 13 anos trabalhando com confecções. “Os clientes reclamam muito da falta de vagas para estacionar. Além disso, quando chega em um determinado horário, por volta das 17h, o movimento nas ruas do Centro cai bastante porque os clientes temem a falta de segurança”, disse.

“As ruas e calçadas estão horríveis, muita poeira e buracos. A falta de estacionamento também tem dificultado a visita dos nossos clientes”, ressalta a empresária Valdinete Gonçalves, do setor de joalheria. “Temos que contar com segurança particular, já que a pública é insuficiente”. Para tentar driblar a crise e alavancar o orçamento da empresa, a empresária inaugurou a terceira loja no Boulevard Shopping, acreditando numa segurança mais eficiente para o negócio.

Enquanto alguns procuram alternativa, outros fecham as portas ou reduzem a infraestrutura, já que os valores dos aluguéis cobrados não têm sido equivalente ao aquecimento do comércio. “Eu tive que diminuir o tamanho da loja pela metade, visto que já não estava sendo possível pagar o aluguel”, relata uma empresária que prefere manter o anonimato.

No Shopping Riviera, por exemplo, um pequeno centro de compras localizado no centro da cidade, é fácil constatar a crise. Muitas lojas já fecharam as portas e as que sobrevivem, sofrem com o fraco movimento.

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Ao que parece, a realidade também tem atingido as grandes empresas. A Loja Esplanada, uma das maiores lojas de confecção, encerrou suas atividades em outubro deste ano. O motivo não foi informado. A empresa se limitou apenas a um aviso fixado na porta, que orientava aos clientes sobre como proceder em relação à fatura e cartão de crédito.

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Em clima natalino

Diante do atual cenário, a expectativa dos comerciantes agora é que o clima natalino aqueça as vendas durante o período de final de ano. “Estamos investindo em uma bela decoração, qualificação de mão de obra, segurança, crediário e preços competitivos”, afirma Vinícius Rodrigues, do segmento de calçados.

Assim como Rodrigues, muitos comerciantes tentam atrair o consumidor criando alternativas. O vermelho e branco ganham mais espaço nas vitrines e, pelas praças, a iluminação e decoração instaladas pela prefeitura são destaque.

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As praças Abrantes, Desembargador Montenegro e Simpatia ganharam um toque especial. Na primeira, foi instalada uma árvore de Natal decorada, casa do Papai Noel e um carro com o bom velinho gigante, além das decorações com cordões luminosos e peças natalinas nas árvores da praça.