Impasse entre rodoviários e patrões pode acabar em greve na capital baiana

O Sindicato dos Rodoviários do Estado da Bahia (Sintroba) não descarta a possibilidade de uma paralisação após a primeira semana de janeiro, caso não saia nenhum pagamento da Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR) para a categoria.

De acordo com o vice-presidente do Sintroba, Fábio Primo, o sindicato espera que o pagamento saia ainda na primeira semana de 2016. “Nós não abrimos mão de que o pagamento seja efetuado ainda na primeira semana. Caso contrário, iremos fazer todos os trâmites legais para realização de uma greve que será por tempo indeterminado em 2016”, garantiu.

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Por sua vez, o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) afirma que as empresas necessitam fechar o balanço de 2015 para efetuar o pagamento da PLR e este não deve ocorrer em 2015. É o que diz o assessor de relações sindicais do Setps, Jorge Castro. “Não há essa possibilidade. O balanço não sai de forma alguma em uma semana e não há previsão de ser finalizado”, disse.

O caso
Os empresários no mês de maio aceitaram a proposta da criação da PLR para os rodoviários, quando a categoria estava em campanha salarial e a beira do início de uma greve. Diversas rodadas de negociações aconteceram no decorrer de 2015, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE-BA), porém, não houve acordo entre as partes.

Na última segunda-feira, 21, o prefeito ACM Neto e o secretário de mobilidade, Fábio Mota, se reuniram com representantes do Sintroba na sede da prefeitura afim de chegar a uma saída para evitar uma paralisação. No encontro, os rodoviários sugeriram a possibilidade de haver um pagamento de uma espécie de “bônus” ainda em 2015 pelos empresários. A proposta foi levada aos empresários pelo titular da Semob na terça-feira, 22.

No mesmo dia, o Setps informou que não deve fazer nenhum tipo de pagamento fora dos moldes da PLR, e que este só deve ocorrer após o fechamento do balanço.

Fonte: A Tarde