Médicos das UPAs de Camaçari desafiam Justiça e mantém paralisação

Em uma atitude de total desrespeito à decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que considerou a greve ilegal e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil, os médicos das UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) de Arembepe, Monte Gordo, Vila de Abrantes e Nova Aliança, em assembleia realizada segunda-feira (04/01) à noite, decidiram manter a paralisação, que entra nesta terça-feira (05/01) no 13º dia.

A Sesau (Secretaria de Saúde) de Camaçari, através da PGM (Procuradoria Geral do Município), comunicou oficialmente, na segunda-feira, ao Tribunal de Justiça da Bahia, a decisão dos médicos de manter a greve, para que o TJBA possa efetivar a cobrança da multa diária ao Sindimed (Sindicato dos Médicos) da Bahia, cuja direção apoia a continuidade do movimento grevista.

-Publicidade-
-Publicidade-

Deflagrada no dia 23 de dezembro, a greve não atendeu as exigências legais de comunicação antecipada da paralisação e da manutenção de 30% do contingente dos médicos trabalhando.

A greve foi motivada por melhorias nas condições de trabalho e, apesar de a Sesau ter firmado acordo para cumprir as reivindicações desde o primeiro dia do movimento, a paralisação tem sido mantida, inexplicavelmente, colocando em risco a vida da população, principalmente na orla marítima, segunda maior da Bahia, com 42 quilômetros de extensão.

Camaçari dispõe de cinco UPAs. Três são na orla marítima – Monte Gordo, Arembepe e Vila de Abrantes – que permanecem sem médicos, e duas na sede do Município. A de Nova Aliança continua prejudicada pela greve, enquanto a do Gravatá/Gleba A, maior e mais bem equipada, segue em funcionamento normal.

Mesmo nas UPAs afetadas pela greve dos médicos, a Sesau mantém atendimento com equipes de dentistas, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, assistente social e pessoal de apoio.

 

Fonte: Ascom / PMC