Greve dos médicos das UPAs de Camaçari já dura 15 dias

Diante da posição do Sindmed (Sindicato dos Médicos da Bahia) de continuar apoiando a greve dos médicos das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Arembepe, Monte Gordo, Vila de Abrantes e Nova Aliança, mesmo depois de a Justiça ter considerado o movimento ilegal, a Sesau (Secretaria da Saúde) vai denunciar a entidade ao Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia). A base de argumentação da denúncia é de que o exercício da medicina deve estar voltado, acima de tudo, para a preservação da vida.

A Sesau entende que este princípio sagrado não tem sido observado, porque a Secretaria firmou compromisso com o Sindicato para atender as reivindicações dos grevistas, mas mesmo assim a paralisação foi mantida, colocando em risco a vida de cerca de 200 mil pessoas que vivem e trabalham no Município.

A greve, que entrou nesta quinta-fera (7) no 15° dia para reivindicar melhoria nas condições de trabalho, foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que estabeleceu multa diária de R$ 50 mil, porém os médicos, em assembleia realizada na última segunda-feira (04/01), decidiram manter a paralisação.

Deflagrada no dia 23 de dezembro, a greve não atendeu as exigências legais, que determinam comunicação antecipada do movimento e a obrigatoriedade de manter 30% do contingente trabalhando.

Camaçari dispõe de cinco UPAs. Três são na orla marítima – Monte Gordo, Arembepe e Vila de Abrantes – que permanecem sem médicos, e duas na sede do Município. A da Nova Aliança continua prejudicada pela greve, enquanto a do Gravatá/Gleba A, maior e mais bem equipada, segue em funcionamento normal.

Mesmo nas UPAs afetadas pela greve dos médicos, a Sesau mantém atendimento com equipes de dentistas, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, assistente social e pessoal de apoio.

 

Fonte: Ascom / PMC