Greve dos médicos termina em Camaçari, mas UPAs reabrirão gradualmente

A greve dos médicos das UPAs de Camaçari, que já durava 20 dias, acabou nesta segunda-feira (11), após reunião entre os representantes do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) e a prefeitura. A suspensão da greve foi decidida em assembleia com os profissionais, que aceitaram a proposta negociada com os gestores do município. A paralisação nas unidades de Monte Gordo, Arembepe, Vila de Abrantes e Nova Aliança começou no dia 23 de dezembro. Apenas a unidade do Gravatá/Gleba A não havia suspendido o atendimento à população.

A data de retorno ao trabalho depende agora da efetivação das providências que a Prefeitura concordou em tomar. As UPAs serão reabertas gradualmente – uma a uma -, assim que as condições de funcionamento sejam restauradas.

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UPA da Nova Aliança com as portas ainda fechadas
UPA da Nova Aliança com as portas ainda fechadas

A nossa reportagem esteve na UPA da Nova Aliança, por volta das 8h30, desta terça-feira (12), e constatou que a unidade ainda permanecia sem atendimento. A dona de casa Adelaide Andrade, moradora do Phoc I, procurou a unidade, mas encontrou as portas fechadas. “É um absurdo. Informaram que a greve havia sido suspensa, mas não consegui atendimento. Logo esta UPA que atende tantas comunidades, como os Phocs, Glebas C e E”, disse. Funcionários da unidade, que preferiram não se identificar, disseram que ainda não foram informados sobre quando as atividades voltarão ao normal, e que, até o momento, nenhum médico havia chegado à unidade. A nossa equipe também visitou o anexo à UPA da Nova Aliança, o Posto de Saúde. No local, poucos pacientes aguardando simples atendimentos, como verificação de pressão e vacina. No mural, o recado de que não há médico, muito menos marcação de consultas. “Vim ao posto arriscar atendimento”, disse uma grávida que estava na unidade.

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A dona de casa Adelaide Andrade voltou para casa sem atendimento
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Pacientes aguardando atendimento no Posto de Saúde ao anexo da UPA da Nova Aliança
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No mural do Posto de Saúde, um aviso sobre a falta de médico

Sobre a negociação:

Segundo o Sindimed, a Prefeitura concordou em prover as condições de atendimento reivindicadas pelos médicos, como material, medicamentos, número de médicos compatível com a demanda e melhores condições de segurança para os profissionais e usuários. A categoria reivindica segurança nas unidades, com efetivo da PM, melhorias estruturais, fornecimento contínuo e adequado de materiais e equipamentos, concurso público e contratação emergencial, através de CLT, para completar as escalas de trabalho.

Fernanda Melo / Redação Nossa Metrópole