PT, PDT e PV são partidos que mais perderam prefeitos na Bahia

Das eleições municipais de 2012 para cá, sete partidos na Bahia perderam prefeitos no estado. As legendas que mais foram afetadas neste período foram o PT, o PDT e o PV. Levantamento feito pela reportagem do Bocão News mostra que o PSD e o PP foram as siglas que mais lucraram.

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De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), PT, PDT, PV angariaram, respectivamente, 92, 43, 7 municípios baianos no pleito daquele ano. Hoje, esses partidos têm 88, 37,3 prefeitos.

Na avaliação de Joviniano Neto, cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a saída do deputado estadual Marcelo Nilo (sem partido), presidente da Assembleia Legislativa, do PDT foi o fator para o partido perder prefeituras no estado. “Ele trouxe um bocado de prefeitos para o partido. Como ele [Nilo] saiu, agora está levando boa parte deles para outros partidos da base do governo”, analisou o especialista.

Segundo o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, a perda de prefeituras na sigla se deve a morte de gestores e licenciamento por problemas de saúde. Segundo ele, em São Francisco de Conde e Aporá, os prefeitos Rilza Valentim e Zé Raimundo, morreram em 2014 e 2013, respectivamente. “Já em Madre de Deus e Ipirá, eles pediram para se afastar por causa da saúde”, contou o petista.

As siglas que também perderam espaço na Bahia foram PSC, PSB, PSDB e PMDB. Em contrapartida, PTN e DEM ampliaram o número de cidades (confira, abaixo, a tabela completa).

Perspectivas

O especialista é cauteloso ao comentar sobre a previsão para essas legendas nas eleições municipais deste ano. Para Joviniano, a impopularidade do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) pode fazer a oposição ampliar o número de prefeituras na Bahia. “É difícil prever. O DEM tem condições de manter as prefeituras de Salvador e Feira de Santana e pode conseguir algumas com essa impopularidade do governo”, comentou.

 

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, disse que a meta da sigla no pleito deste ano é manter a quantidade de prefeituras. Já o comandante do PDT, deputado federal Félix Mendonça, quer aumentar pelo menos em 15%. “Esperamos repetir, no mínimo esse número. Mas a meta é aumentar para cerca de 60”, frisou.

O peemedebista Geddel Vieira Lima ressaltou que o partido está estruturado para participar do maior número possível de disputas no interior do estado. “Não estamos fazendo uma previsão numérica de quantas prefeituras vamos fazer, até porque isso é um equívoco. (…) O partido está bem estruturado e o fundamental é termos palanques para levar nossa mensagem em relação a projetos futuros pra Bahia. Essa é a nossa posição”, asseverou.

Mais mudanças de partidos podem acontecer. Do dia 3 de março até 2 de abril, vereadores e prefeitos de todo o país poderão mudar de legenda sem perder o mandato. De olho nesta “janela”, as siglas têm se movimentado para atrair a maior quantidade possível de políticos. Quem não tem mandato eletivo pode se filiar a um partido até o dia 2 de abril.

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Fonte: Bocão News