Uber se prepara para chegar a Salvador; prefeito é contra app

O aviso do prefeito ACM Neto de que o Uber, aplicativo de serviço de condução de passageiros a preços mais acessíveis — e grande inimigo dos taxistas — terá resistência em Salvador, não parece preocupar o grupo que oferta o serviço.

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A empresa Uber explica que é completamente legal no Brasil, já que os motoristas prestam o serviço de transporte individual privado, previsto na Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), e que os municípios podem apenas regularizar a atividade.

No PNMU, o Uber se encaixa, conforme explica a própria empresa, no Inciso X do Artigo 4º: “Transporte motorizado privado: meio motorizado de transporte de passageiros para a realização de viagens individualizadas em veículos particulares”.

Pensando nisso, o taxista Jackson dos Anjos, 40, já anunciou que pretende migrar para o Uber, assim que o aplicativo chegar à capital baiana. “Sou totalmente a favor do Uber. Como eu já trabalho com aplicativo, (a exemplo do) Easy Taxi, 99 Taxis, é a mesma coisa. Passaria a trabalhar para mim. No táxi, eu trabalho para o dono do alvará e desembolso toda semana R$ 750. Esse Uber é uma delícia, eu vou é tatuar no braço”, declarou.

Embora a empresa tenha afirmado, em nota enviada ao CORREIO, que está “avaliando a possibilidade de Salvador receber a Uber em algum momento de 2016, como já acontece em mais de 360 cidades no mundo”, já foi agendado até um encontro com taxistas para hoje no Sheraton Hotel da Bahia.

O taxista João Adorno, 27, há seis anos trabalhando como taxista, diz que recebeu um convite formal da empresa por e-mail. “Na semana passada, eu recebi uma proposta formal deles por e-mail convidando para um coffee break. Eles dizem que para que comece aqui em Salvador, as pessoas têm que ter cadastro ativo. E eles estão informando também que os taxistas que migrarem para o serviço ganham um benefício de R$ 200 em combustível e serviços”, contou. Ele, no entanto, não pretende migrar.

Ontem, ACM Neto informou que a prefeitura, primeiro, precisa estudar os limites legais da proibição do serviço. “Eu, particularmente, sou contra o serviço do Uber. Acho que é preciso prestigiar a categoria dos taxistas, que se submete a regras, como esse regulamento que está sendo aprovado agora e impõe uma série de obrigações para o motorista de táxi. Acho que a categoria é essencial para a nossa cidade”.

Fonte: Correio