Deputado Bacelar divulga Carta Aberta sobre o Impeachment

Brasília, 22 de março de 2016.
Nesta semana em que as famílias brasileiras se preparam para celebrar a Paixão de Cristo e a Páscoa, eu quero falar de responsabilidade. Responsabilidade com o Brasil, com as instituições e a democracia. O momento político do País pede serenidade e prudência nas decisões. E é com responsabilidade e compromisso com o futuro desta Nação que alerto para a condução do processo instaurado na Câmara dos Deputados, que analisa o pedido de afastamento da presidente Dilma.

Como parlamentar, líder de minha bancada e membro titular da Comissão Especial do Impeachment, não tenho o direito de antecipar o resultado do julgamento sem analisar se houve culpa ou não da presidente. De definir o que é certo ou errado, justo ou injusto, sem analisar amplamente os fatos. Imagine se todos os julgadores antecipassem o seu voto, condenando alguém sem oferecer o direito à ampla defesa? Preocupa-me a ânsia desenfreada dos que alardeiam o voto, baseados até o momento em opiniões partidárias.

Não sou obrigado a antecipar o meu voto em um processo delicado, que constrange a democracia, que é o afastamento de uma presidente. Serei um dedicado membro da comissão, na tarefa de apurar tudo, de afastar dúvidas e chegar a um entendimento que me tranquilize quanto à decisão. Vou cumprir o rito do processo e na hora certa proclamarei o meu voto. Nem antes nem depois, mas no momento que pede o julgamento. Só assim dormirei tranquilo sem o risco de ter ferido a democracia.

Quero deixar bem claro que defendo firmemente o combate à corrupção e aos desmandos praticados na administração pública, cujos responsáveis devem ser punidos dentro da lei. Mas ninguém é obrigado a antecipar o voto nesse processo complexo, que está apenas em fase inicial.

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Deputado Bacelar (PTN-BA)

Líder do PTN e membro titular da Comissão Especial do Impeachment