Leão perde em casa e pode voltar à zona de rebaixamento

Parece óbvio que o drama rubro-negro continuará até a última rodada do Campeonato Brasileiro. Até mesmo quando tem boa atuação, o time se perde em lances chaves da partida e acaba derrotado. A síndrome, vista em alguns jogos com o antigo treinador, Vagner Mancini, demitido há nove dias após derrota por 2 a 1 para o Flamengo no Barradão, ocorreu outra vez neste domingo, 18, quando o Vitória sofreu 1 a 0 de outro carioca, o Botafogo.

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Drama é, de fato, a melhor palavra para o quadro atual. Até porque ela tem conotação fortemente emocional. E o Vitória se mostra claramente instável neste aspecto.

Essa, aliás, foi a justificativa da diretoria quando demitiu Mancini e trouxe Argel Fucks para o lugar. Era preciso dar um chacoalhão na equipe, que, nas partidas anteriores, havia mostrado qualidade técnica, mas se perdia em campo sempre que levava um gol.

A estreia de Argel, na quinta-feira, até foi promissora. O time deixou a zona de rebaixamento com o triunfo sobre o Internacional por 1 a 0, em Porto Alegre, em jogo contra um adversário direto e que padece do mesmo mal que o Leão: instabilidade emocional.

Neste domingo, porém, diante de um Botafogo relaxado por estar no meio da tabela, sem risco de rebaixamento, mas com chances apenas remotas de obter vaga na Libertadores, o Vitória se perdeu novamente.

E o pior: nesta segunda, 19, o Colorado gaúcho fecha a 26º rodada fora de casa contra o lanterna América-MG. Se vencer, devolverá o Rubro-Negro baiano ao grupo dos quatro piores times que serão rebaixados.

Tropeços
Neste domingo, o Vitória dominou a partida. Só não dá para chamar o resultado de injusto porque o time, nervoso em campo, tropeçou nas próprias pernas.

Até pênalti foi desperdiçado. Aos 40 minutos da etapa inicial, Zé Eduardo arrancou pela ponta direita e foi puxado dentro da área. Contudo, Diego Renan, conhecido por ser um exímio cobrador de pênalti (até domingo, havia convertido sete de suas oito cobranças pelo Vitória), bateu fraco, no canto direito. Sidão defendeu.

Dois minutos depois, ficou claro que o Leão sentiu o golpe. Rodrigo Pimpão pegou a defesa rubro-negra desarrumada, deu um ‘chapéu’ meio esquisito em Vinícius e arrancou. O goleiro Fernando Miguel, desesperado, se precipitou ao sair do gol. Pimpão aproveitou e, na dividida com Ramon, que chegava na cobertura, encobriu Miguel. Vinícius, que voltava correndo, ainda tentou cortar a bola, sem sucesso. O lance terminou com zagueiro e bola no fundos das redes.

Na etapa final, o Leão, entre vaias e incentivos de uma torcida que ia da revolta ao amor pelo clube do coração, exerceu forte pressão sobre os cariocas. Porém, seguiu vacilando nos momentos capitais.

Aos 17 minutos, ocorreu um lance inacreditável. Diego Renan entrou livre pela esquerda e chutou cruzado. Sidão defendeu. Na sobra, Kieza, sozinho, chutou na trave. No rebote seguinte, Zé Eduardo, na entrada da pequena área, soltou uma bomba para cima.

O Vitória continuava tentando. Aos 34, Marinho cobrou falta com perigo. Aos 41, mandou belo chute de longe. Tudo em vão. As duas finalizações foram para fora.

Fonte: A Tarde