Chegada da TV digital tem show de Daniela Mercury, Saulo e Márcio Victor

Cerca de dez artistas estão reunidos no evento Conexão Digital: A Bahia canta a Bahia, que acontece dia 12, às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no Campo Grande, para marcar a transição do sinal analógico de televisão para o digital. O evento musical conta com participação de Daniela Mercury, Saulo, Márcio Victor, Margareth Menezes, Armandinho, Mateus Aleluia, As Ganhadeiras de Itapuã, Roberto Mendes e Tiganá Santana.

 

O Conexão Digital inclui números poéticos conduzidos pelo cordelista, músico e compositor Maviael Melo, além de exibição de programetes jornalísticos feitos pela equipe de jornalismo da TV Bahia, que vai apresentar um mix de entretenimento, esporte e ações sociais por meio da campanha Sou Mulher, Quero Respeito e o Quadro de Desaparecidos.

O ingresso para o Conexão Digital custa um quilo de alimento não-perecível e o montante arrecadado será doado para seis instituições filantrópicas que desenvolvem trabalhos sociais em Salvador. A troca acontece a partir do dia 10, na bilheteria do TCA. Promovido pela TV Bahia, o Conexão Digital será gravado e transmitido no formato de programa, para todo o estado.

Conceito
Trazendo a essência de Tambor Digital, os shows terão participação de percussionistas de renome no cenário brasileiro, que irão misturar seus conhecimentos nas matrizes e ritmos baianos com instrumentos eletrônicos. De acordo com o diretor musical do evento, Yacoce Simões, os tambores digitais podem gerar todos os sons percussivos e até melódicos das músicas a serem executadas, o que dará às apresentações uma característica única e especial, com arranjos inéditos.

“Esses instrumentos podem trocar completamente de timbre e assumir características diferentes, ou seja, os repiques se transformam em marimbas, que se transformam em berimbaus, atabaques, e sampler de efeitos sonoros”, explica Yacoce.

Para Andrezão Simões, diretor artístico do Conexão Digital, esse movimento artístico será uma experiência de interligação. “O espetáculo vai reunir comunicação, música e poesia. Na Bahia, em especial, nos interligamos através do tambor. Dos seus primeiros toques, das matrizes indígenas, africanas, europeias, desta miscigenação entre raiz e antena, entre sagrado e profano, que torna este lugar tão especial”, explica, sobre a concepção do show.

Fonte: Correio