Camaçariense Denny Denan solta a voz em entrevista a Nossa Metrópole. Confira!

Um dos grandes artistas que orgulha o cenário cultural em Camaçari, Denny Denan, ex-vocalista da Timbalada, abre a série de entrevistas da Revista Nossa Metrópole para 2018.

 

Em uma conversa descontraída com nossa equipe de reportagem, Denny falou sobre a carreira e as expectativas para o ano novo. O bate papo rendeu. O caçula de uma família de cinco filhos relembrou momentos da infância e sua origem musical.

 

 

A vocação artística de Denny Denan aflora desde muito cedo, seus pais e avós cantavam e tocavam. Aos oito anos, ele já era integrante de um grupo infantil percussivo de Camaçari, um projeto da Casa da Criança e do Adolescente, onde seu talento foi descoberto pelo mestre Carlinhos Brown, aos 12 anos.

 

De lá para cá, foram 25 anos de muito sucesso na Timbalada. O garoto cantou e encantou o público, até que chegou a hora de seguir um caminho com o próprio projeto musical. Nos palcos, Denny tem apresentado o resultado de uma história construída com base em muito trabalho, estudo, pesquisa e aprendizado. Confira entrevista!

Nossa Metrópole – Você vem de uma família de artistas. Desde criança tem contato com o mundo da música. Conta para a gente essa história.

 

Denny Denan – Nasci em Camaçari. Sou o quinto filho dos meus pais. O curioso é que o meu pai se separou da minha mãe e eu não iria nascer, mas por força maior ele voltou para minha mãe e eu fui concebido. Após cinco anos, ele faleceu. Acho que ele voltou, apenas para que eu pudesse nascer.

 

Meu pai cantava e tocava banjo, minha mãe cantava e tocava pandeiro, meus avós cantavam. Tenho dois irmãos cantores, o Djaú e o Adá, os quais também foram minhas referências. Eu vendo todo aquele cenário musical quando criança não poderia dá outra.

NM – A partir de que idade você começou a se interessar pela música?

DD – Eu comecei muito cedo, mas não sei dizer a partir de qual idade. Costumo dizer que vivo a música desde que me entendo por gente.

Esse foi o dom que Deus me deu. Acreditam que todos tem uma missão, a minha é levar alegria, tocar o coração das pessoas por meio da música.

 

NM – Foram 25 anos na Timbalada e, agora, em carreira solo, como tem sido a receptividade do público?

DD – Maravilhosa. Eu tive uma história intensa na Timbalada, acredito que quem é timbaleiro sempre vai ser timbaleiro. Mas eu precisava seguir meu caminho.

Mesmo na época da Timbalada eu já tinha os meus fãs, as pessoas que me admiravam como pessoa, cantor, e isso só tem crescido. Venho recebendo um carinho, uma força muito grande das pessoas.

 

NM – Hoje você se propõe a apresentar um estilo próprio. O que Denny Denan tem levado para os palcos?

DD – Eu estive durante mais de duas décadas em uma banda percussiva, essa entrevista, por exemplo, está sendo em meio a instrumentos de percussão.

Antes mesmo de entrar na Timbalada eu já cantava em uma banda mirim percussiva em Camaçari, assim como passei pela banda mirim do Olodum. Ou seja, a percussão está no meu sangue, na minha alma.

Isso também não significa que eu vá cantar apenas música percussiva. Eu sou apaixonado por música clássica, hippie rock, salsa, junto tudo isso, coloco a percussão e dá esse som gostoso que a galera está curtindo muito.

 

NM – Nas vésperas do carnaval o que você pretende aprontar?

DD – Estamos trabalhando muito. Temos quatro puxadas de trio confirmadas, assim como um bloco certo. Também contratação do Governo do Estado, Prefeitura, camarote e shows fora. É importante levar o nome da nossa Bahia para outros estados e exterior. Sinto-me orgulhoso de levar um pouco da nossa cultura para vários lugares do mundo.

 

NM – E o coração de Denny Denan, tem dona?

DD – É dos meus fãs, amigos e familiares. Meu cardiologista disse que está muito bem assim (parada para risos). O coração está pulsando bem e isso é o importante. Acho que as coisas vão acontecer na hora certa e com a pessoa certa.

NM – Vamos falar um pouco mais de você. Conta para a gente qual a origem do nome Denny Denan?

DD – Denny vem de Adenilson, que é meu nome de batismo e o Denan por que a minha avó não conseguia me chamar de Denny, só me chamava de Denan. Quando pesquisei em iorubá, descobri que Denan é aquele que traz o fogo e no candomblé, o que porta o fogo é Xangô, o rei da Justiça. Gostei tanto que meu filho se chama Luca Denan.

 

NM – Você parece ser bastante vaidoso. Considera-se um metrossexual?

DD – Assumido (risos). Não tenho problema nenhum com isso. Gosto de me vestir bem, em qualquer ocasião. Acho que o artista precisa ter esse cuidado, é uma espécie até de respeito aos fãs. Me preocupo muito com a minha imagem, gosto de estar sempre bacana. Isso me faz bem.

 

NM – Estamos iniciando um novo ano. Tempo de recomeço para todos. Que mensagem gostaria de deixar para seu público?

DD – Vejo como um momento muito oportuno para refletirmos sobre nossas vidas, e avaliarmos o que de fato é mais importante.

Vejo que tem faltado muito amor no mundo. Precisamos estar mais perto de quem amamos, dar a devida assistência. Desejo um ano de muita prosperidade, sucesso em todas as áreas e principalmente amor para todos.

Por: Fabiana Monte