Ex-secretária é nomeada como assessora especial

A ex-secretária de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Camaçari, Juliana Paes, foi nomeada para o cargo de assessora especial da secretaria de governo da prefeitura de Camaçari. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do município de quarta-feira (18), mas o decreto foi da última segunda-feira (16).

 

 

Juliana foi acusada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de liderar uma suposta quadrilha que cobrava propina para liberar a execução de obras no município, e o orgão estadual ainda pediu o afastamento dela do cargo da Sedur. Inicialmente, a Justiça acatou, mas, com um recurso, Juliana conseguiu se manter no cargo.

 

 

A ex-secretária foi exonerada em uma reforma administrativa feita pela prefeitura de Camaçari e pasta passou a ser comandada por Silvia Carreira. Na ocasião, a prefeitura da cidade informou que a mudança ocorria para “oxigenar o governo”.

 

Quando foi exonerada, Juliana disse ao G1 que a exoneração não estava relacionada com a acusação do Ministério Público, que segundo ela, não foram provadas.

 

Denúncias
O MP denunciou a secretária no dia 8 de fevereiro por crimes de associação criminosa, corrupção passiva e peculato. Segundo o promotor de Justiça Everardo Yunes, a secretária e o marido chefiavam uma quadrilha que exigia propinas de empresas e investidores interessados na aprovação de empreendimentos imobiliários de médio e alto luxo em Camaçari.

O órgão afirma que representantes de cinco empresas e duas testemunhas prestaram depoimento e confirmaram cobrança de propina pela secretária, entre elas o subsecretário da pasta, José Matos, que pediu exoneração do cargo.

 

“Temos o depoimento, inclusive, do próprio subsecretário dela, que foi o terceiro ou quarto a depor aqui, confirmando todos os fatos e que ele se mostrava muito indignado”, disse o promotor Everardo Yunes, responsável pelas denúncias. A secretária, no entanto, negou as acusações.

 

Outras seis pessoas apontadas como participantes do esquema, dentre elas quatro servidores públicos, também foram denunciados.

Fonte: G1