Relatório da Bahia Pesca aponta que peixes da orla de Camaçari não estão contaminados

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Análise feita por técnicos da Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), atestou que peixes, caranguejos, ostras e siris do litoral baiano não estão contaminados após as manchas de óleo que atingiram o estado.

O órgão afirma que foram vistoriadas áreas de pesca de 22 municípios: Camaçari, Jandaíra, Conde, Entre Rios, Caravelas, Salvador, Maraú, Itacaré, Ilhéus, Canavieiras, Belmonte, Prado, Alcobaça, Santa Cruz Cabrália, Vera Cruz, Ituberá, Jaguaripe, Valença, Nilo Peçanha, Cairu, Camamu e Taperoá.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Estudos do Petróleo (Lepetro) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e analisado por técnicos da Bahia Pesca. A avaliação dos impactos das manchas de óleo sobre a pesca e os trabalhadores do setor iniciou em outubro.

O relatório afirma que os peixes e mariscos absorveram frações tóxicas das manchas de óleo, porém o nível da contaminação está abaixo do nível de referência de risco estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa) – utilizado mundialmente como um limite aceitável para a presença das substâncias nos pescados.

Segundo informações do relatório da Bahia Pesca, as 23 amostras analisadas apresentaram níveis da substância Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) “leves”, que estão abaixo da referência estabelecida pela Usepa. O resultado apontou a existência de pelo menos 1 dos 16 Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), fração tóxica do petróleo, em 100% das amostras. A Usepa afirma que os 16 compostos de HPAs são tóxicos, poluentes e possuem características cancerígenas.

Conforme o órgão, a coleta foi realizada em quatro etapas. Na primeira, os técnicos fizeram a identificação das áreas afetadas pelo derramamento de óleo. Em seguida, visitaram as comunidades pesqueiras que foram impactadas pela substância entre 23 de outubro e 19 de novembro.

A Seagri agora vai enviar o resultado do estudo para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é responsável por emitir laudo sobre consumo dos pescados.