Presidente da Fundação Palmares demite funcionários negros e diz que vai ‘montar equipe de extrema direita’

Foto: Reprodução

Após conseguir liberação judicial para retornar ao cargo de presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, decidiu demitir funcionários negros “com reconhecida trajetória em políticas públicas em prol da cultura afro-brasileira”.

Fontes ligadas ao jornal Estado de Minas afirmam que Camargo fez as demissões por telefone nesta quarta-feira (26). Segundo a publicação, nos telefonemas, o presidente da fundação justificava as demissões dizendo que precisa “montar uma nova equipe de extrema direita”.

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Além disso, Sérgio Camargo teria dito aos diretores: “vou seguir a linha do secretário Alvim”. Roberto Alvim foi demitido da Secretaria Especial da Cultura depois de publicar um vídeo no qual fazia referências ao discurso do ministro da propaganda nazista de Adolf Hitler, Joseph Goebbels.

Conforme o jornal, a medida teria sido tomada sem o aval de Regina Duarte, que aceitou o convite para comandar a Secretaria Especial da Cultura, à qual a Fundação Palmares é ligada. “Ele corre para fazer tudo que pode contra negros antes de ela entrar”, afirmou um funcionário.

Servidores afirmam que todos foram contratados nessa atual gestão e com indicação de políticos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Grande parte não é “necessariamente de esquerda ou de direita, são técnicos, apenas”, disse uma fonte.

Entre os demitidos estão: Sionei Leão, da Diretoria de Proteção Afro-brasileira (DPA); Clóvis André da Silva, da Diretoria de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira (DEP), e Kátia Martins, do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (Cenirp).