Ícone do samba na Bahia, Riachão morre aos 98 anos

Foto: Reprodução Facebook

Nesta segunda-feira (30) a Bahia perde um dos maiores símbolos da sua cultura. Ícone do samba baiano, o cantor e compositor, Clementino Rodrigues, o Riachão, morreu aos 98 anos no bairro do Garcia, onde morava, em Salvador.

Segundo a família, ele faleceu enquanto dormia em casa, de causas naturais, e chegou a ser atendido por uma equipe médica.

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Referência em todo país, Riachão é autor de sucessos como ‘Cada Macaco no Seu Galho’ e ‘Vai Morar com o Diabo’. Para 2020, planejava lançar um novo álbum, intitulado de ‘Se Deus Quiser Eu Vou Chegar aos 100’. O último disco gravado pelo cantor foi em 2013, ‘Mundão de Ouro’.

Compositor desde os 12 anos, Riachão teve suas músicas cantadas e gravadas por Jackson do Pandeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Cássia Eller.

Além das canções, também se aventurou no cinema no filme ‘A Grande Feira’ (1961), de Roberto Pires, em que aparece interpretando ele mesmo. Em 2001, ganhou um documentário sobre a sua vida, ‘Samba Riachão’, dirigido por Jorge Alfredo.

Desde 2015, o sambista batiza o nome do circuito da Mudança do Garcia, que sai do bairro onde morava até o Campo Grande.

O sepultamento deve ser realizado ainda hoje.

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