Vacina contra covid-19 da Moderna tem resultado promissor e ação sobe 30%

A empresa de biotecnologia americana Moderna anunciou na manhã desta segunda-feira, 18, que os testes de sua potencial vacina contra o coronavírus foram bem-sucedidos em humanos.

A empresa afirma que o corpo de todos os pacientes que receberam a dose produziu anticorpos contra o SARS-CoV-2, nome oficial do novo coronavírus que provoca a doença covid-19.

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O anúncio dos resultados fez a ação da Moderna subir mais de 30% por volta das 9h30 desta segunda-feira, nas negociações antes da abertura dos mercados. A empresa, que tem sede em Massachusetts e foi fundada somente em 2010, tem capital aberto na Nasdaq, nos Estados Unidos.

O teste foi preliminar e feito com 45 voluntários. Segundo a Moderna, um dos focos foi a segurança dos pacientes. Novos testes ainda precisam ser realizados. O teste também não confirma por ora que pessoas que tenham tomado a vacina fiquem imunes contra o vírus, o que é o objetivo primordial de uma vacina.

O objetivo agora é realizar novos testes com mais pacientes até o fim de julho. A Moderna afirma que pode eventualmente ter a vacina pronta para uso emergencial no outono do hemisfério norte, entre o fim de setembro e o fim de dezembro.

O projeto da vacina da Moderna começou ainda em janeiro, no início da disseminação da doença na China. A Moderna trabalha na pesquisa para a vacina com os Institutos de Saúde dos Estados Unidos, braços de pesquisa do Departamento de Saúde — o análogo do Ministério da Saúde no país.

Os testes, mesmo antes dos resultados desta segunda-feira, já haviam feito a ação da Moderna subir na Nasdaq. Os papéis da empresa acumulavam, até o pregão de sexta-feira, 15, alta de 28% no ano. A empresa vale 24,8 bilhões de dólares na bolsa americana.

A Moderna foi fundada com base na pesquisa do professor da Universidade Harvard, Derrick Rossi, e seu primeiro investidor foi o também professor de Harvard e imunologista Timothy Springer.

Há mais de 100 vacinas e 200 remédios contra a covid-19 em fase de testes no mundo. Ao menos outros dois protótipos de vacina se mostraram promissores: uma vacina em parceria entre a Pfizer e a New York University (NYU) e outra da Universidade de Oxford, com apoio do governo britânico. Ambas já começaram a ser testadas em humanos e também têm o objetivo de estarem disponíveis de forma emergencial no segundo semestre.

Fonte: Exame

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