Comércio perde R$ 3 bi; número mostra o quanto é urgente planejar retomada da economia

A queda no faturamento do comércio varejista, numa projeção de 33%, de abril até o início da segunda quinzena de maio, e o aumento do número de endividados, de 50% para 57% neste mês, são duas tendências capazes de revelar o tamanho da crise.

Atribuídos ao efeito do confinamento, os números mostram o quanto é urgente planejar a retomada da economia, tão logo cesse a necessidade de isolamento e controle da circulação de pessoas em locais onde o contágio está acima dos 6% da população.

Do início de abril até a segunda quinzena de maio, o comércio varejista do estado da Bahia tem estimativa de faturamento de R$ 5,8 bilhões, enquanto em condições normais de compra e venda, em igual período de 2019, a variável ficou em R$ 8,6 bilhões.

A retração representa uma diferença significativa, perto dos R$ 3 bilhões de vendas perdidas, apesar dos esforços dos lojistas em propor opções de comércio digital, utilizando-se do sistema de entrega de mercadoria no endereço combinado pelo cliente.

O uso do endereço eletrônico – e-mail –, além de redes, como instagram, facebook e o aplicativo whatsApp, no entanto, são insuficientes em um universo de consumidores onde a inclusão digital é demanda não atendida.

Se em condições normais, a participação do comércio eletrônico em relação ao varejo presencial fica em 5%, agora, o percentual pode até ter aumentado, mas ainda assim seria insuficiente para conter as perdas registradas por conta do distanciamento social.

Os número resultam de pesquisa da Fecomércio, como forma de tomar o pulso do mercado, verificando-se, assim, a urgência da retomada, assim que o contágio for controlado, afastando o risco de colapso nos hospitais.

Fonte – A Tarde
Clity