Coronavírus: população segue sem respeitar quarentena em Camaçari

Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, é uma das cidades onde deveria funcionar o distanciamento social, visto que, por meio de decreto municipal, apenas os serviços considerados essenciais e algumas poucas exceções estão autorizados a funcionar.

No entanto, a situação é bem diferente. Mesmo nos três dias de feriados antecipados, muitas pessoas circularam normalmente pela cidade. Nesta sexta (29), ponto facultativo municipal, o centro esteve aquecido, típico de um dia comum, em data de pagamento.

Filas para todo canto

Apesar da tentativa do governo municipal de manter a população em casa, muita gente amanheceu nas ruas da cidade. A grande maioria, nas filas em frente às casas lotéricas, por causa do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 e do Bolsa Família.

Também é possível se observar filas em bancos privados e em estabelecimentos que funcionam com as portas entreabertas. Segundo a dona de casa Maria da Conceição, 42 anos, a situação é complicada e exige a quebra do isolamento. “Tive que vir ao centro comercial. Não tem como ficar em casa com as coisas faltando”, disse Maria, que carregava sacolas de dois estabelecimentos comerciais.

Em conversa com nossa reportagem, um taxista que preferiu não se identificar, disse que recebeu os R$ 600,00 do governo, mas que o valor não paga nem as compras no supermercado. “É difícil conseguir corridas, mas, a gente tem que sair e tentar a sobrevivência de forma digna. Ficar em casa não paga contas”, disse.

 

IMPORTANTE SABER 

O isolamento social reduz a transmissibilidade, pois cada pessoa terá contato com um número menor de outras pessoas, havendo uma redução importante na velocidade de propagação da doença e, também, menos pacientes graves ao mesmo tempo, possibilitando que o sistema de saúde consiga lidar com a chegada de novos casos.

Com a redução da transmissibilidade causada pelo isolamento social, o número de casos simultâneos cai, e com isso, o número simultâneo de pacientes que necessitam de atenção hospitalar, ou, em alguns casos, até mesmo suporte em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e ventilação mecânica.

Redação Nossa Metrópole

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