MP-RJ investiga se rede de amigos e policiais dava apoio a Queiroz enquanto ele esteve fora do RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se uma rede de amigos e policiais dava apoio a Fabrício Queiroz enquanto ele esteve fora do Rio. Um deles afirmou que levou Queiroz a Atibaia, em São Paulo, no ano passado. Muitos detalhes dessa investigação apareceram em conversas e imagens de um celular apreendido.

Márcia Oliveira de Aguiar, cabeleireira, ex-assessora do então deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, mulher de Fabrício Queiroz, e foragida da Justiça.

Para entender a importância de Márcia no esquema criminoso das rachadinhas, que levou o marido dela à prisão, é preciso voltar a dezembro de 2019. Em uma operação de busca e apreensão na casa de Márcia, os policiais apreenderam uma caderneta com anotações e um celular que deram base para as ações do Ministério Público do Rio na investigação das rachadinhas.

Para o Ministério Público, o conteúdo do celular de Márcia e as anotações são as principais peças do relatório de 80 páginas que embasa o pedido de prisão de Fabrício Queiroz. Entre as informações encontradas ali está uma rede de proteção formada por policial. Agentes, que segundo o Ministério Público poderiam ajudar Queiroz, caso ele fosse preso no Batalhão Especial Prisional, o BEP, a cadeia pra PMs do Rio. Um dos policiais é Leonardo. O Fantástico descobriu a identidade de outros dois policiais citados.

O nome ‘Aroldinho Policial Federal” aparece numa caderneta de anotações feitas à mão. Está escrito assim: “Aroldinho, pode chegar até o Queiroz caso seja preso”. Aroldo Antônio de Oliveira Mendonça é policial federal aposentado, e foi cotado como pré-candidato à prefeitura de Duque de Caxias, pelo PSL. O outro policial citado no relatório é Heyder Maduro Cardozo. Heyder trabalhou com Queiroz e o miliciano Adriano da Nóbrega, no 18º Batalhão da Polícia Militar.

Fonte: G1

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