Mais de 33 mil chips são distribuídos para estudantes da rede municipal de ensino

Mais de 33 mil alunos da rede pública de Salvador começam a receber, a partir desta terça-feira, 23, chips que dão acesso à internet para acessar a plataforma digital Escola Mais, como explicou o secretário da Educação, Bruno Barral, durante entrevista ao programa ‘Isso é Bahia’.

Segundo Barral, a pasta percebeu que uma das dificuldades dos alunos era o acesso à internet, seja residencial ou por meio de pacote de dados do celular.

“A gente fez um processo licitatório onde a Oi foi a vencedora e a gente vai estar ofertando 33 mil chips na modalidade de internet dedicada, onde o menino tem o chip exclusivamente para acessar a plataforma Escola Mais”, explicou.

Além dos chips, cerca de 200 tablets foram distribuídos entre os diretores da rede municipal de ensino. Os tablets, que acessam internet e dão direito a ligações, vão permitir, de acordo com Bruno Barral, que os diretores façam acompanhamento dos alunos.

“A gente faz isso para ter ideia desses meninos terem acesso semanal acompanhado por nós, por isso demos o tablet aos diretores. Para a gente entender qual o problema pontual, quantos meninos precisam de aparelhos, por exemplo”, comentou.

Aulas da TV aberta

Outra proposta adotada pela Secretaria Municipal da Educação (Smed) é a transmissão de aulas para estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º ano do fundamental 2 e para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A previsão é que as aulas comecem a ser transmitidas a partir do dia 30 de junho, pela TV Aratu, que conseguiu o direito a partir de um processo licitatório, explicou o secretário. As aulas estão em fase de gravação com os professores.

Calendário

O secretário da Educação, Bruno Barral, também informou que, mesmo adotando todas estas medidas, vai ser necessário alterar o calendário de aulas de 2020 e 2021 para que os alunos não sejam prejudicados.

“A gente sabe que vamos ter que entrar nas férias de dezembro e talvez de janeiro, mas é pensar em um conjunto de expectativas de aprendizagem que não dá para ter este ano igual ao ano passado”, ressaltou Bruno Barral.

“O distanciamento vai gerar uma lacuna, a gente sabe que existe. O gestor público da Educação que não encara a realidade que existe uma lacuna muito grande entre a qualidade do ensino publico e do ensino particular, está fadado a fazer uma gestão péssima”, observou.

Além dos chips, tablets e aulas na TV aberta, a Smed também está lançando a plataforma digital Árvore de Livros, que vai disponibilizar mais de 30 mil livros gratuitamente para os estudantes da rede pública de ensino.

Os estudantes terão acesso à plataforma através de login e os professores terão treinamento para utilizar as obras disponíveis em suas aulas.

Fonte: A Tarde

 

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