Camaçari: bares e restaurantes tentam se adaptar à nova realidade após reabertura do comércio

Desde março, os bares e restaurantes de Camaçari deixaram de funcionar com atendimento presencial, no salão, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Com a reabertura do comércio na última segunda-feira (27), a retomada das atividades foi autorizada, porém com algumas restrições para evitar a transmissão da doença.

De acordo com decreto municipal, bares, restaurantes, lanchonetes e serviços afins estão autorizados a funcionar das 11h às 14h, sendo permitido a partir desse horário o serviço de delivery.

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Além da mudança no horário de funcionamento, a determinação permite que os estabelecimentos ofertem apenas o serviço à la carte – quando o cliente escolhe o que comer diretamente do cardápio e o prato é feito na hora, individualmente.

Etiane Freitas, da Mary Bolos, conta que para manter o negócio ativo durante este período teve que focar no delivery, tendo que se readaptar rapidamente às mudanças. Com a reabertura, continua mantendo o serviço de entrega e agora o atendimento no salão.

“Estamos funcionando normalmente, com retirada no local ou refeição no local respeitando o distanciamento”, pontua a empresária.

O decreto prevê a limitação do acesso de clientes aos estabelecimentos e o distanciamento entre as mesas, de modo que a distância entre as pessoas seja de pelo menos 2 metros. O local deve manter as portas abertas sempre que possível e a higienização frequente do salão, cadeiras, mesas         , objetos, cardápios, mais a substituição dos guardanapos de tecido por papel e toalhas descartáveis.

“Os alimentos tipo saladas estão acondicionados em recipientes individuais, cubas, todas com tampa. Uso em todos os setores de produção álcool gel. Os pagamentos são realizados por link para evitar uso de maquineta”, conta Etiane.

Com 16 anos de atuação, Rita Conceição dos Santos, da Estação da Gula, revela que o impacto foi grande com a pandemia. Funcionários foram afastados, o lucro diminuiu e o serviço e cardápio do restaurante tiveram que ser readequados.

“O quilo da minha comida é 45 reais, eu tive que me reinventar. Eu tive que trabalhar com marmitex e quentinha a partir de 10 reais. E pratos que saíam a 35, 40 reais, hoje está saindo a 15, 16 reais, 14 reais até 12 reais. Praticamente sem pagar nem o custo, porque eu preciso ter um grande número de clientes para conhecer o meu trabalho, a minha comida e atingir a maior quantidade de público que eu posso conseguir para quando as coisas voltarem ao normal mesmo, eu ainda conseguir manter esse público comigo”, conta Rita.

Porém, outro empecilho também tem afetado diretamente seu negócio. Segundo a empreendedora, o local onde o restaurante está instalado não está permitindo que os clientes almocem no espaço, apenas a retirada, mesmo o decreto municipal autorizando a atividade.

“Então, é só delivery. O cliente pode vir aqui ou pode pedir e a gente leva”, fala.

Restrições

Conforme a determinação da prefeitura, os bares, restaurantes, lanchonetes e afins não podem ter música ao vivo, apenas som ambiente e sem dança; os garçons não podem servir os clientes e cada mesa deve ter à disposição álcool gel a 70%.

Como nos demais estabelecimentos comerciais, o uso de máscara é obrigatório, isso quando o cliente não estiver fazendo a refeição, e pessoas com a temperatura acima dos 37.8°C não poderão entrar ao ambiente.

Nas portas de entrada também devem ser disponibilizados limpa sapato com hipoclorito de sódio a 2%.

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