Brasil supera a marca de 100 mil mortes por covid-19

O Brasil superou neste sábado (8) a marca de 100 mil mortes pelo novo coronavírus, segundo aponta levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Segundo o G1, o total de mortes registradas no país é de 100.240, com 2.988.796 casos de covid-19.

O Brasil é o segundo país em todo o mundo a atingir esse indicador com o covid-19. Os Estados Unidos chegaram a mais de 100 mil mortos em maio, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. Os EUA já passam das 160 mil vítimas.

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O primeiro óbito registrado ocorreu em 12 de março, em São Paulo. A vítima, uma mulher de 57 anos, teve a morte divulgada apenas no dia 17 daquele mês. Menos de cinco meses se passaram até a marca de 100 mil mortes neste sábado. Os EUA bateu a marca de 100 mil em três meses: a primeira morte ocorreu em fevereiro, e a de número 100 mil, em 27 de maio.

Sequela em sobreviventes
De acordo com o boletim desta sexta-feira (7) da Secretaria Estadual da Saúde, a Bahia registra 3.843 mortes, 187.892 casos confirmados desde o início da pandemia e 169.322 já são considerados curados. Ou seja, quase 170 mil pessoas recuperadas – pacientes internados que testaram negativo e pacientes leves sem sintomas após 14 dias do início da infecção.

Luis Vertime, 51 anos, faz duas fisioterapias diárias e é acompanhado por cardiologista, fonoaudióloga e nutricionista. Se prolonga o papo, como aconteceu durante a entrevista, por telefone, fica rouco. Ele, um dos 20 primeiros infectados pelo coronavírus na Bahia, também passou a tomar oito remédios, cinco a mais do que antes. “Não quero ser cantor, nem maratonista”, ri. Um painel realizado no Reino Unido mostrou que, como ele, 45% dos curados precisarão de reabilitação – o que tem sido chamado de Síndrome Pós-covid.

As sessões de fisioterapia do engenheiro civil Luís – metade coberta pelo plano de saúde e a outra metade particular – acontecem pela manhã e tarde, no apartamento onde mora. Depois de 82 dias internado – 60 deles entubado -, ele retornou para casa, 15 quilos mais magro, com perda de força muscular, dificuldade para respirar, danos nos pulmões e a indicação de iniciar a reabilitação.

Quando são liberados, pacientes podem começar uma nova batalha. Isso tem ocorrido com vítimas mais graves da doença – em torno de 20% evoluem para esse estado, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Correio