Consumo de adoçantes, aves e sanduíches aumenta no Nordeste, afirma IBGE

Em 2008 e 2018, os quatro alimentos mais populares no Nordeste se mantiveram os mesmos: café, consumido por 80,5% da população de 10 anos ou mais de idade na região; arroz, consumido por 80%; feijão, por 57,3%; e pão de sal, por 44,2%.

Nesses dez anos, porém, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que todos eles perderam participação no consumo da população nordestina. Quem passou a ocupar esse espaço foram os adoçantes, aves e sanduíches.

Em 2008-2009, os adoçantes praticamente não eram consumidos no Nordeste. Arredondando, 0,0% da população de 10 anos ou mais de idade na região havia ingerido o produto no período de coleta da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Em 2017-2018, esse número de consumidores cresceu e chegou a significativos 8,2% da população, a segunda maior percentagem entre as regiões, perdendo apenas para o Sudeste, onde uma em cada 10 pessoas (10,2%) consumiu adoçantes em 2017-2018.

Assim, entre 2008 e 2018, no Nordeste, os adoçantes passaram da última colocação entre os 101 alimentos investigados pelo IBGE para a 25ª.

O percentual de pessoas que consumiram aves também aumentou de forma significativa no Nordeste, de 29,7% em 2008-2009 para 37,4% em 2017-2018, maior percentual entre as cinco grandes regiões brasileiras. Nesse intervalo de tempo, as aves passaram de 8º para 6º alimento mais popular entre os nordestinos.

Os sanduíches aparecem em terceiro lugar entre os alimentos que mais ganharam consumidores no Nordeste. Em 2007-2008 eram consumidos por 4,4% das pessoas de 10 anos ou mais de idade na região (34ª posição entre os 101 alimentos pesquisados). Dez anos depois já eram consumidos por um em cada 10 nordestinos (11,2% da população), ficando como 18º alimento mais popular.

Outros alimentos

Comparando o perfil alimentar, o consumo de milho e preparações à base de milho foi mais citado pela população nordestina (por 25,8% das pessoas de 10 anos ou mais) do que no resto do país, onde variou entre 6,2% e 8,6%. O mesmo foi observado para o feijão verde/de corda, cujo consumo foi mais frequente no Nordeste, relatado por 13,5% da população, do que nas demais regiões, onde chegou a um máximo de 2,3% (no Norte).

Já os alimentos que menos pessoas consumiram no Nordeste, em 2017-2018, foram o vinho, o chuchu e a couve. Cada um foi consumido por apenas 0,2% da população de 10 anos ou mais de idade na região, durante o período de coleta da POF.