Vendas do varejo baiano crescem 9,7% em julho, mas permanece em queda comparado a 2019

As vendas do varejo na Bahia cresceram 9,7% em julho, frente ao mês anterior. Esse foi o terceiro avanço consecutivo nessa comparação, após dois meses de quedas históricas nesse indicador, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE.

Apesar do avanço, o resultado de julho ainda não elimina completamente as perdas acumuladas desde março. Segundo o IBGE, nos cinco meses desde que começou o isolamento social, como medida preventiva contra a pandemia da Covid-19, as vendas do varejo baiano ainda mostram queda de 4,3%.

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De junho para julho, o comércio varejista baiano teve um resultado melhor que o do Brasil como um todo, onde as vendas cresceram 5,2%. A PMC revela que houve aumentos em 21 dos 27 estados, liderados por Amapá (34%), Paraíba (19,6%) e Pernambuco (18,9%). A Bahia teve o 5o melhor resultado. No outro extremo, Tocantins (-5,6%), Mato Grosso (-1,6%) e Paraná (-1,6%) tiveram as quedas mais intensas.

Apesar do resultado positivo entre junho e julho, na comparação com julho de 2019, o desempenho das vendas na Bahia seguiu em queda (-2,7%). Foi a 6ª retração seguida no ano, nessa comparação, embora tenha havido importante desaceleração no ritmo de recuo em relação aos meses anteriores (-12,5% em junho, -20,8% em maio, -26,5% em abril e -8,2% em março).

O recuo baiano foi o segundo mais intenso entre os estados, ficando acima apenas de Sergipe (-3,9%). Foi um resultado ainda pior que o nacional, que mostrou alta de 5,5%. Nesse confronto, houve avanço nas vendas em 20 dos 27 estados, com destaques para o Pará (23,5%), Maranhão (21,3%) e Amazonas (19,7%).

Segundo o IBGE, as vendas do varejo baiano acumulam queda de 10,1% de janeiro a julho de 2020, frente ao mesmo período de 2019.

É também um resultado bem abaixo do nacional (-1,8%). No acumulado nos 12 meses encerrados em julho, frente aos 12 meses anteriores, o desempenho das vendas do comércio na Bahia segue negativo (-4,1%) e abaixo do verificado no Brasil como um todo (0,2%).

Atividades

De acordo com a pesquisa, houve crescimento nas vendas móveis e eletrodomésticos (49,9%). Elas avançaram pelo segundo mês consecutivo, acelerando o ritmo de alta e, mais uma vez, tiveram o melhor desempenho entre os segmentos do varejo baiano.

O segundo principal impacto positivo no comércio da Bahia em julho veio dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%), que vêm se mantendo em alta desde março. Os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos também mostraram avanço (9,0%), pelo segundo mês consecutivo.

Dentre as atividades que ainda puxaram as vendas do varejo baiano para baixo em julho, quem liderou, mais uma vez, foi o segmento de tecidos, vestuário e calçados (-51,9%), com o quinto recuo mensal seguido, e o segundo maior entre os diversos ramos do comércio.

A segunda principal influência negativa no resultado geral das vendas no estado veio, pelo quarto mês seguido, do segmento de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-19,3%). Apesar de cair desde fevereiro, a atividade, que engloba parte representativa dos grandes sites de comércio on-line, vem mostrando redução no ritmo do recuo.