Mês do Veganismo: saiba como adotar a dieta e quais cuidados são necessários

Depois de aderir à alimentação vegetal, é importante ficar atento aos rótulos dos alimentos industrializados

Em um mundo de mudanças climáticas e maior conscientização sob vários aspectos da organização social, segue em crescimento o número de pessoas que aderem à dieta vegetariana e até mesmo vegana. Considerado mais do que um processo de mudança alimentar, o veganismo é um estilo de vida celebrado mundialmente em novembro. Apesar disso, o consumo exclusivo de produtos de origem vegetal é um dos pontos mais falados sobre o tema, e também um dos que carregam mais mitos.

Segundo a Associação Vegetariana Brasileira (SVB), o custo elevado da dieta vegetariana/vegana costuma ser um dentre os mais difundidos. No entanto, para o presidente da entidade, Ricardo Laurindo, é possível afirmar “que a base da alimentação vegana é formada por alimentos naturais que, combinados com temperos e criatividade, são mais saborosos e acessíveis que qualquer tipo de carne.”

Bruna Pavão, consultora nutricional da marca Cuida Bem, conta ainda que há um outro mito muito difundido em relação ao tema: o de que veganos envelhecem mais rápido. “Vários especialistas já comprovaram que isso não é verdade. O que pode acontecer com qualquer pessoa, independentemente da dieta adotada, é ter uma pele mais ressecada, unhas mais fracas e queda de cabelo por conta de deficiência de nutrientes como o ferro, vitamina B12, cálcio e também falta de proteína. Nada disso acontecerá se a pessoa tiver uma alimentação equilibrada e se fizer as suplementações necessárias”, reforça.

A SVB pontua que a ética e os benefícios para a saúde da alimentação vegana ou vegetariana são os estímulos para a adoção da dieta. Aspecto com o qual Bruna concorda. A profissional explica alguns dos ganhos que esse tipo de alimentação pode proporcionar. “Estudos indicam que o veganismo pode contribuir para maior volume de bactérias boas no organismo, maior disposição e melhor trânsito intestinal depois da adaptação, processo que pode levar até seis meses, mas que é passível de redução com o acompanhamento de um profissional.”

O emagrecimento é outra possível consequência. “Costuma ocorrer perda de peso por causa da quantidade de vegetais consumidos, que contém mais fibras, vitaminas e minerais, contribuindo para uma maior saciedade que consequentemente leva a pessoa consumir um volume menor de alimentos por refeição. As fibras também ajudam na eliminação de gorduras ingeridas em excesso. “Um prato ideal para almoço e jantar deve ser composto por cerca de 25% de carboidratos, 25% de proteínas vegetais e 50% de fibras, vitaminas e minerais. Para substituir a carne, existem várias opções de alimentos, como as leguminosas, sementes, cereais e castanhas, como amendoim, feijão, grão-de-bico, nozes, aveia e chia. A dieta também favorece a diminuição de doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2”, explica Bruna.

Atenção aos rótulos

O mercado crescente de adeptos das dietas veganas tem provocado as indústrias a ampliar a oferta de produto para esse público – só no Brasil, somam 7 milhões de pessoas, de acordo com estimativa da SVB. Porém, é preciso estar alerta a pegadinhas que aparecem nos rótulos dos alimentos.

“Alguns itens são desconhecidos do público e têm origem animal, por isso, a atenção é fundamental. Um exemplo são os corantes cochonilha e goma-laca, extraídos de insetos”, orienta Bruna, complementando que o selo de certificação da SVB ajuda na escolha correta, como no caso das barras de nuts e a paçoca da linha Cuida Bem. A especialista chama atenção para um outro ponto, para quem quer manter a saudabilidade da dieta. “O consumidor precisa se lembrar que o primeiro ingrediente da lista apresentada na embalagem vem sempre em maior quantidade na composição do produto.”

A consultora salienta que a oferta de qualidade é abundante e que considera a ajuda de um nutricionista imprescindível na transição ou manutenção da dieta. “Alguns nutrientes estão mais concentrados em alimentos de origem animal, como o ômega 3, o ferro, a vitamina B12 e a vitamina D. Se não forem corretamente substituídos, ou suplementados, a pessoa pode sofrer com anemia, enxaqueca, queda de cabelo, esgotamento físico e mental, deficiência de cálcio nos ossos e dentes, entre outros sintomas. Com essa precaução, é extremamente possível manter uma alimentação vegana equilibrada e saudável”, finaliza.

 

Sobre a Santa Helena

 

Desde 1942, quando foi criada por José Marques Telles, a Santa Helena trabalha para levar aos lares brasileiros e de países como o Japão, Uruguai e Estados Unidos produtos de qualidade e inovadores à base de amendoim, prontos para o consumo.

Atualmente, a empresa mantém um portfólio diversificado e com marcas consagradas, tal como a Paçoquita e o Mendorato, itens que são referência de mercado. Mantém ainda uma linha completa de alimentos saudáveis, a marca Cuida Bem. No total, a indústria tem 160 produtos.

Com sede em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, a companhia conta com mais de mil colaboradores e está entre as melhores empresas para se trabalhar e iniciar a carreira, segundo guia elaborado pela Você S/A.